TEIMOSIA OU … (MARIO NETO)

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TEIMOSIA OU BURRICE? (MARIO NETO)

Não tenho palavras, ou melhor, as tenho sim, mas não sei o que poderia acontecer comigo se publicá-las, tal a minha indignação com o que tenho visto do meu Fluminense. Antes de tudo continuo achando, mesmo já passando um bom tempo, que a vitória contra o Palmeiras foi muito mais obra do acaso (se aquele gol do nosso empate não saísse antes do primeiro minuto, gravatinha entrou em cena, da fase final, dificilmente viraríamos o resultado) do que qualquer outra coisa, sem falar que o time paulista não jogou nada. Esse nosso “milagre” escondeu por alguns dias (até a partida contra o Juventude) a esperança de uma mudança, ainda que contando com ajuda do Gravatinha, de um comportamento melhor dali até o final da competição.
Perdemos do Juventude, ressuscitando mais um morto por sinal, em que pese o time gaúcho ter ganhado suas últimas partidas. Tiramos ele da situação complicada em que estava na zona do rebaixamento. A tendência deles agora é acumular mais pontos, como acontece com todos os times que o Fluminense ressuscita. Foi esta a pior partida do nosso Tricolor dos últimos três anos como estão dizendo? Não sei, foram tantas piores atuações que fico em dúvida neste quesito. A verdade é que quando pensamos que o nosso time atingiu o fundo do poço ele arranja um jeitinho a mais para cavá-lo. Domingo pegamos o América Mineiro (este favorito mesmo jogando fora de Minas) no Mario Filho, numa situação inusitada. Depois de inúmeras chances desperdiçadas para chegarmos à fase de grupo da Libertadores, beneficiado pela incapacidade dos que estão na nossa frente, agora temos que nos preocupar seriamente em não cairmos na tabela.
Os que estavam atrás da gente encostaram de vez, igualaram em números de pontos, o América e o Ceará. Diante dos acontecimentos atuais é bem possível que tenhamos surpresas na tabela, negativas para o Fluminense. O internacional e o Corinthians também não aproveitaram suas chances de chegar ao G4 e por isso ainda podemos por incrível que pareça alcançar este objetivo neste domingo, ou seja, tentar chegar à fase direta da Libertadores, coisa que pessoalmente já descartei há algumas rodadas. Pelo andar da carruagem não colocaria uma ficha sequer agora na possibilidade de conseguir uma vaga na fase inicial. Não a merecemos neste momento, em que pese esse vai e vem da tabela. Não jogamos um futebol que me faça ter esperanças. Ficamos cada vez mais a mercê do acaso no futebol. Um dia o Gravatinha se cansa e vai curtir suas férias, interrompida várias vezes pelo seu amor ao nosso Tricolor.
O que aprontará o Marcão amanhã na escalação do time titular? Vai continuar com a sua teimosia, para muitos eu deveria usar outro termo, de escalar o Caio Paulista desde o início da partida para nosso desespero? O que ainda está faltando para o Caio ficar um bom tempo no banco de reservas? Marcão pelo jeito não ajuda e nem quer ser ajudado. Continua com o seu esquema de jogo que não dá certo, que todo mundo está vendo, desgastante para os jogadores. A clara queda de produção, principalmente do Nino e também dos jogadores de meio campo, como Martinelli e Yago entre outros, está diretamente ligada ao seu esquema. Cansei de falar sobre isso, é jogar conversa fora, chega um ponto em que não dá mais. Não tenho mais como defender o Marcão, que tanto fiz quando assumiu o time.


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One thought on “TEIMOSIA OU … (MARIO NETO)

  • 21/11/2021 em 10:26
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    Bom dia!
    Essa expressão “Teimosia ou Burrice” poderia também ser aplicada para aqueles que acham que o Fluminense pode colocar na função de técnico do time de profissionais, para disputa de um campeonato como o Brasileiro, uma pessoa sem currículo e sem experiência para a função e que só demonstra a falta de ambição, para não dizer de responsabilidade, dessa diretoria que está aí e daqueles que a apoiam.
    Acho engraçado você dizer :”Cansei de falar sobre isso, é jogar conversa fora, chega um ponto em que não dá mais. Não tenho mais como defender o Marcão, que tanto fiz quando assumiu o time”. Gostaria que você publicasse o seu currículo como uma pessoa que entende ter “lastro” para opinar sobre os destinos do Fluminense e, independente disso, nunca mais defenda a efetivação ou contratação de técnicos estagiários para comandar o Fluminense, mesmo que estejamos na maior penúria financeira.

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