SOB A LUZ DO REFLETOR – A Teimosia Amparada Nos Resultados

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Não tem jeito. Ninguém vai convencer um professor, que foi jogador durante anos com sucesso razoável, estudou para se profissionalizar, fez estágios e já tem um tempo de profissão, que ele precisa evoluir, se o mesmo vem obtendo vitórias e resultados importantes. Os números das estatísticas não são favoráveis, mas o resultado final tem sido. Sabe Deus até quando.

Óbvio que como um bom tricolor, estarei sempre torcendo e comemorando as vitórias, sejam elas oriundas de partidas muito boas ou de partidas horríveis, mas precisamos analisar o risco de ter resultados ruins no futuro, estando na nossa cara que precisamos melhorar.

A entrevista do Roger ao final da vitória sobre o Santos me deixa muito preocupado. Primeiro ele fala que as mudanças foram para dar frescor ao time que alternava marcação em “bloco baixo e bloco de pressão alta”. Eu entendo como: jogava recuado ou marcava em cima. Linguagem de boleiro né, pelo amor de Deus! Não, o Roger não fez nada diferente do que vem fazendo em todo jogo, então essa justificativa é padrão. As trocas continuam a ser as mesmas, inclusive com Nenê até quase o final do jogo.

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Em segundo lugar ele comentou da eficiência: “A questão ter eficiência. Posse de bola x quantas vezes você chega no último terço do adversário x quantas vezes você finaliza no alvo”. Ok, mas se vc tem 70% de posse de bola e chuta 18 vezes ao gol do adversário, teoricamente tem mais chances de acertar. No caso o Santos não acertou! Nós fomos eficientes em 5 chutes corretos ao gol, ok. Isso é eficiência, mas menosprezar ter a bola dessa maneira não tem nada de eficiente. Você não precisa ter mais posse de bola que o adversário, mas precisa ter ela minimamente para conseguir finalizar algumas vezes e fazer seu gol. Nem 8 e nem 80. Nem sempre 5 chutes no gol vão ser suficientes em 90 minutos para abrir o marcador. Imagina se tomarmos gol, teremos que fazer 2 gols em 5 chutes….complicado.

O fato que um dia a casa vai cair e o argumento idem. Roger se esconde nos resultados para justificar atuações fracas, que sim, poderiam ser melhores com esse elenco. Ele pode mudar isso com variações, arriscando novidades nas substituições, visualizando mudanças táticas que surpreendam o adversário. E aí chegamos na terceira observação da entrevista, quando o mesmo faz pouco caso se os adversários sabem como o Flu joga. Claro que sabem. Até minha filha de 8 anos sabe quando o Fred vai sair e quanto tempo o Nenê vai ficará em campo. Imagina um técnico adversário, que fez seu dever de casa em analisar alguns jogos do Flu. Eu já dou a dica, mesmo sendo contra meu time: Não precisa analisar vários jogos, basta um. Tudo igual.

Não me deixa contente, depois de um bom resultado, vir aqui dar uma de chato, de crítico exigente, mas não consigo visualizar grandes resultados finais, resumidamente títulos, com essa postura, com essa zero variação de esquema tático, de substituições e de jogadores que entram na equipe. Novamente saímos na frente, jogando em casa e colocamos um garoto promissor, leve, que tem um mano a mano excelente…para marcar atrás da quina da nossa área. Foi onde o Kayke foi mais visto: Impedindo cruzamento do adversário lá na bandeira do corner do nosso campo. É razoável? Depois eu escuto que o garoto amarela, que o garoto sentiu a subida para os profissionais. É difícil enxergar o óbvio.

Dou a dica novamente, quando abrir o placar em qualquer jogo,  mas dessa vez para o Roger: Joga mais um volante no time, tira o Nenê, adianta um pouco o Yago e deixa o garoto livre, lá na linha do meio de campo, só para receber duas a três bolas e matar o jogo. Faça isso antes que ele vá para o City, por favor.

Feliz eu estou, tão feliz quanto preocupado, porque está claro que a gente só vai evoluir sofrendo derrotas. O homem não consegue mudar o que não está bom, porque está ganhando. Faz sentido, ou não !

Toque Curto:

  • Nenê mais uma vez decisivo, assim ele só sai do time quando acabar o jogo.
  • Caio Paulista realmente evoluiu. Impressionante a performance esse ano para o do ano passado. Ele ajudava aos trancos e barrancos, hoje parece essencial.
  • Alguém para treinar o Marcos Felipe a chutar uma bola com mais de 2 metros de altura após o meio do campo? O cara voa embaixo do gol e dá chutes bisonhos quando precisa.
  • Roger, se o Nenê fizer gol de bicicleta e três assistências, ainda assim ele não consegue finalizar um jogo em alto rendimento. Você tira o Fred sempre antes dos 20min e ele é nosso maior jogador atual. Porque ficar com o Nenê se arrastando até os 40 ou mais? Nenê já perdeu pênalti ridículo, teve zero roubada de bola e o senhor manteve ele até os 40min. Deve estar em contrato isso, não é possível.
  • Mais três pontos…..no fundo é isso que importa. Ignorem o resto da coluna.

SDT


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8 thoughts on “SOB A LUZ DO REFLETOR – A Teimosia Amparada Nos Resultados

  • 18/06/2021 em 23:46
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    É isso, nota 10 pro texto… Só não enxergar quem é cego ou quem não quer ver.

    Já venho comentando isso há algum tempo em outros sites.

    Tem torcedor que ainda corneta o Kayky e defende o Nenê e o Roger.

    Fico imaginando esse elenco na mão do Cuca. Com certeza iríamos disputar títulos.

    Infelizmente ainda vamos sofrer muito na mão desse treineiro. Espero que com vitórias, pra aliviar a raiva que passamos durante os jogos.

    ST 🇭🇺

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  • 19/06/2021 em 11:57
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    Eu queria saber também por que o time erra tanto passe…

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  • 19/06/2021 em 15:45
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    O time se desfaz muito rápido da bola!
    O goleiro não sabe fazer reposição rápida de bola e muito menos chutá-la!
    Vejo o estilo do Roger e me parece um bocado com o do Abel de 2012.
    Inadmissível o Santos ter se atirado ao ataque e não termos conseguido encaixar ao menos um contra-ataque!
    Ficar só se defendendo sem ao menos ameaçar o adversário não é estratégia, é mediocridade!
    Temos um time competitivo e acima de tudo comprometido, e isso tem sido a diferença.
    Temos condições de brigar nas primeiras colocações do brasileiro, mas ainda há o que ser feito neste time, por isso, larga de teimosia Roger!

    Saudações Tricolores.

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  • 25/06/2021 em 00:55
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    O problema do tempo mínimo de posse de bola não é exclusivo do Fluminense, mas de qualquer time cujo futebol seja baseado só em força física. Três modalidades de jogadas estão extintas no futebol brasileiro: o drible, as ultrapassadas de jogadores que vem de trás e para receber a bola na frente e as “tabebelinhas”. isto é a consequência de errar muitos passes. Qualquer time do mundo que não saiba executar bem estes três parâmetros vai ser facilmente marcado e dominado. Força física só, não ganha jogo. Para observar isso veja como se comporta qualquer time brasileiro ou do mundo, grande ou pequeno, quando o adversário sabe tocar bem a bola e ele não sabe. Não estou querendo ser técnico de futebol, que é uma carreira que admiro, pois sou apenas formado em Odontologia e Física. Portanto, se voltar no tempo e na História e ver vídeos de equipes de épocas de outrora, nota-se um grande diferencial.

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