SEIS POR MEIA DUZIA (MARIO NETO)

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Só para variar, hoje teremos mais um jogo daqueles que considero decisivos contra o Union da cidade de Santa Fé na Argentina. Definira nossa situação que já é periclitante, diga-se de passagem, na Copa Sul Americana, muito embora ainda dependamos dos nossos resultados. Hoje não tem jeito: é vencer ou vencer, como dizia o presidente Francisco Horta. Nem o empate pode ser considerado razoável futuramente. Vi um jogo do Union que não me disse muito. Sua classificação no campeonato argentino não é lá essas coisas, porém não nos esqueçamos de que é um time argentino e que nas taças se multiplicam em campo, o que significa (se não acontecer algo extraordinário) que vamos cortar um dobrado logo mais à noite. Não há dúvida de que jogar em casa não é uma vantagem atualmente.
Não podemos ser considerados favoritos para vencer logo mais, por razões óbvias: temos jogado “pedrinhas” no Mario Filho, entre outros fatores. Não levo em conta a vitória de 3 a 0 contra Oriente Petrolero, seria o fim da picada. Além disso, tem o fato de que tudo indica que nossa torcida não passará de quatro mil pagantes, o que é uma vergonha, mas o horário do jogo, nove e meia, somado ao fato das nossas atuações vigentes, justificam esta previsão de pouquíssima presença do público. Quanto a nós, o que podemos esperar? Como disse acima, por motivos óbvios, já dito no primeiro parágrafo.
A verdade nua e crua é que por mais que a torcida “exija” um título este ano nos seus sonhos ou devaneios, como queiram, por mais que seja a dura realidade para os tricolores, não temos condições de vencer em tese (no futebol tudo pode acontecer embora não seja uma regra) nem a Copa do Brasil, a Sul-Americana e muito menos o Brasileirão (milagres ocorrem como já disse também). Não temos elenco, estamos longe de possuir um para brigar em três frentes e não adianta priorizar esta ou aquela competição. Nosso elenco é a “conta do chá”.
Abel mais uma vez anuncia mudanças no time, ou seja, trocará o sistema preferido, O SEIS POR MEIA DUZIA. Assim como 90% dos técnicos mundiais a teimosia é dominante, umas mais outras menos, com raríssimas exceções. Abel é dos mais teimosos que eu tenho visto, custa demais a dar o braço a torcer. Tudo indica que “morrerá” (maneira de dizer) abraçado ao 3-5-3. Caramba! Será que ele não viu o óbvio ululante, que a única possibilidade deste esquema funcionar com os jogadores que ele dispõe no elenco é com a escalação ou a volta do Felipe Mello? Por que? Está na cara! É o único zagueiro que sabe sair com a bola, que tem categoria e sabe lançar, coisa que os reservas David Brás e o Manoel não sabem fazer, sem demérito nenhum para eles, pois são muito bons defendendo. E mesmo com o Felipe Mello como titular não é “certeza” que este esquema 3-5-3 dará resultado, por uma questão simples: nossos laterais, Callegari (o queridinho das redes sociais tricolores) e o Marlon (que conhecemos de cor e salteado) não sabem atacar e também têm grandes dificuldades na marcação. -Abel, o pior cego é aquele que não quer ver . Muda Abel Braga! Dê uma chance para defendê-lo.
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One thought on “SEIS POR MEIA DUZIA (MARIO NETO)

  • 26/04/2022 em 11:26
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    Bom dia!!
    Não sou nenhum expert em tática de futebol, mas acompanho jogos desde 1969. Tenho percebido que o Árias só “funciona” quando joga na frente junto só Cano. Hj deve participar dessa frente, o Caio Paulista, e 1 vai atrapalhar o outro, como temos visto nos jogos, quando o ataque conta com 3 jogadores. Acho que deveríamos jogar num 4 3 1 2, onde o André faria o tripé com Yago e Nonato, o Ganso seria o 1 e o Árias e o Cano na frente. Nada de Caio e principalmente Luiz Henrique, inclusive sobre o L.H, já deveria ter sido liberado. Lembram em 2010 quando o Wellington foi vendido pra o Arsenal ?? O Murici Ramalho imediatamente mandou afastar o garoto. Vejam que desde que foi vendido o L.H nunca mais jogou nada.

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