Fala, jogador – Samuel Xavier: “Muito feliz em estar iniciando uma nova etapa na minha vida”

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Por: Edu Marques e Sharon Prais

O lateral Samuel Xavier foi apresentado oficialmente pelo Fluminense, no CTCC. O jogador concedeu uma entrevista coletiva e falou sobre essa nova etapa em sua vida, afirmou que está muito feliz em vestir a camisa do Fluminense e que espera ajudar a equipe e os companheiros sempre que tiver a oportunidade.

“Muito feliz em estar iniciando uma nova etapa na minha vida, vestindo a camisa do Fluminense. Claro que todo atleta quando está vestindo uma camisa ele tem o desejo de estar atuando sempre, mas respeito muito meus companheiros, sei da qualidade e do campeonato que fez o Calegari, também tem o Igor Julião, são atletas de muita qualidade que não estão aqui a toa. Mas respeitando meus companheiros a gente sempre querendo atuar, né. Esse ano terão muitos jogos e acredito que todos terão oportunidade e espero que quando eu tiver minha oportunidade eu possa ajudar a equipe e os companheiros. Isso é o mais importante para o Fluminense.

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O jogador também falou sobre a disputa da Libertadores, que dentro da competição o ponto forte tem que ser a entrega e assegurou que a equipe tem o que é necessário para a disputa da tão sonhada taça inédita.

“Sabemos que a Libertadores é uma competição muito difícil, onde muitas equipes entram com objetivo de conquistar e a gente não vai ser diferente. Pelo o que eu tenho visto da nossa equipe, todos os jogadores se entregam muito forte e a principal característica para a Libertadores tem que ser a entrega. São muito disputados os jogos, não cabe só a qualidade, tem que ter esse algo a mais, entrega e raça. E eu vejo que a nossa equipe tem isso tudo e com isso vamos conquistar nosso objetivo dentro da competição.”

Condicionamento físico após ter Covid-19:

“Sobre condicionamento físico, ainda estou me condicionado. Acredito que a partir da semana que vem espero já estar à disposição. Foi um momento difícil pra mim porque quando eu testei positivo, tive sintomas muito fortes e acabei perdendo muita massa muscular, então a equipe vinha treinando e eu estava em casa tendo sintomas muito fortes. Então fiquei muito tempo parado, sem atividade e perdi muito com isso. Mas agora vai completar a segunda semana já podendo treinar e essa semana toda com bola. A primeira semana foi mais avaliação e teste físico e essa semana já consegui treinar com bola. Então acredito que a partir da semana que vem eu já esteja preparado para estar a disposição.”

Adaptação ao clube

“A adaptação tem sido muito boa, sensacional e o grupo me recebeu muito bem. Parecia que eu já estava jogando no Fluminense, os meus companheiros são sem vaidade e isso em um grupo é muito importante. Fred e Nenê me receberam muito bem e brincando. Isso é bom para quem estiver chegando para se sentir mais a vontade.”

Saída do Ceará:

“Eu já vinha há um tempo no clube, tenho uma história muito bacana e é um clube que eu respeito e gosto muito. Tenho muito respeito pela camisa do Ceará, um clube que me recebeu muito bem na minha primeira passagem em 2014. Então, sou muito grato ao clube e o meu maior medo era que as pessoas não entendessem essa minha decisão de não renovar. Não queria estragar a minha história com o clube, então fico feliz de ter saído bem. Tentaram e criaram muitas coisas quando eu estava saindo, dizendo que eu estava saindo pelas portas do fundo. Não. Eu sempre fui muito claro ao presidente, Robson, comissão técnica e diretoria do clube. Então, eu saí pelas portas da frente. Era uma escolha, que eu junto da minha esposa, teríamos que tomar e surgiu a proposta do Fluminense e senti uma alegria. Minha esposa disse que seria muito bom para a gente. Sempre qualquer proposta, eu apresento para ela e a gente conversa. E ela ficou super feliz e eu também muito feliz. A história que tem o Fluminense e o peso da camisa, então achei que era o motivo de estar vestindo e fico feliz por ter dado certo. Demoraram um pouco as negociações, travaram um pouco, mas quando eu assinei fiquei muito feliz e agora espero corresponder dentro de campo.”

Oportunidade de vestir a camisa do Fluminense:

“Uma oportunidade muito grande na minha vida, na minha carreira. Estar jogando num clube como é o Fluminense, acredito que muitos jogadores queriam ter a oportunidade que eu estou tendo. E eu quero agarrar essa oportunidade, poder dar alegria ao torcedor, conquistar títulos. Então é uma oportunidade muito grande na minha vida.”

Possível paralização do futebol:

“Muito difícil entrar nesse assunto de paralisação ou não. Vemos muitos lugares fechando. Sabemos que temos que ter muito cuidado. Eu falo porque vivi isso, não é brincadeira esse vírus. Tinha dia em casa que tive falta de ar muito forte, dor no peito muito forte, dor no corpo. Nunca tinha sentido algo parecido com o que eu passei. É horrível. Essa questão da paralisação envolve muitas coisas, temos que tomar muito cuidado, usar máscara, distanciamento social. Eu acredito que a gente, tomando os devidos cuidados, consegue vencer o vírus, mas temos que respeitas as normas que passam para gente. Essa questão da máscara que muitas pessoas já falaram e vou falar também, tem locais que pessoas não usam máscaras e estão perto uma das outras. Essa questão da paralisação envolve muitas coisas, tem muitas famílias que dependem de um salário, claro que não pode colocar o dinheiro na frente da saúde, mas são duas coisas que estão ligadas uma na outra. Enfim, a gente não pode entrar muito na área da política porque estamos aqui para falar de futebol. Mas o que eu tenho a dizer é que a gente tem que tomar todos os cuidados possíveis porque não é brincadeira esse vírus.”

O que mais chamou atenção no Flu:

“O que mais me chamou atenção aqui foi que tanto os atletas, as pessoas que trabalham no clube e o estafe não tem vaidade. As pessoas te recebem muito bem, é olho no olho e todo mundo te cumprimenta. E são coisas difíceis de você encontrar em outros lugares. O grupo é sensacional, fui recebido muito bem. Parecia que eu já trabalhava aqui há um tempo.”

Qualidade do setor ofensivo:

“É incrível. A gente sempre conversa e a qualidade da molecada é espetacular. Na epoca que eu tinha 17, 18 anos era uma correria incrível, todo mundo atrás da bola e não tinha posição. E hoje a molecada está bem taticamente e ciente do que está fazendo. A molecada aqui de Xerém é diferenciada. E quem ganha com isso é o Fluminense, o professor Roger que vai ter bastante opção para escolher e fora os jogadores renomados que dispensam comentários.

Mescla entre a base e os jogadores mais experientes:

“Essa mescla é muito boa, acredito que dá muito certo mesclar a experiência com a juventude, acredito que isso dê um resultado muito bom dentro de campo. Agora eu tenho 30 anos de idade, antes como era muito mais novo, como lateral, queria toda hora estar chegando ao ataque e aí você acaba correndo muito errado. Agora mais experiente, consigo mesclar essa chegada ao ataque junto da defesa, até armar a equipe, jogando um pouco mais por dentro. Essas são umas das minhas características, de poder ter um jogo de toque de bola por dentro. Então acredito que isso vá ajudar muito a equipe quando tiver a oportunidade. Quando você adquire um pouco mais de experiência você consegue ter uma inteligência a mais na marcação, coisas que eu não tinha muito mais jovem, mas isso você adquire com o passar do tempo, com o tempo dentro de campo, minutagem. Então isso tem ajudado muito dentro de campo. E espero contribuir dentro de campo para o professor Roger, quando ele precisar. As vezes você tem umas características, mas com a vontade do treinador você tem que mudar então estava conversando com ele e vendo o que ele tem para passar pra mim e eu quero estar dentro de campo para ajudar o Fluminense a vencer.”

ST


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