De Olho Neles — Cuiabá enfrenta Fluminense em meio a confrontos decisivos para fugir do Z4

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Adversário do Fluminense neste sábado (07) no Maracanã , o Cuiabá tem uma tabela difícil neste início de segundo turno no Brasileirão. Além do Flu, o Dourado — que hoje abre o Z4 — ainda encara mais dois adversários diretos na luta contra o rebaixamento.

E a pressão aumentou porque o time cuiabano não vence há quatro jogos. Foram um empate e três derrotas nas últimas quatro rodadas. E, no último jo, perdeu por 1 a 0 para o Fortaleza — então lanterna — em casa na abertura do returno. Depois da partida deste sábado, a equipe sul mato-grossense ainda enfrenta na sequência o Juventude (20°) em casa e o Atlético-GO (18°) fora.

Para o confronto, entretanto, o português António Oliveira não vai contar com o lateral-direito João Lucas, nem com o esquerdo Igor Cariús, suspensos, além do também lateral-esquerdo Uendel, lesionados. Daniel Guedes e o zagueiro Alan Empereur devem fazer as laterais, de acordo com a imprensa da capital sul mato-grossense.

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Esta semana, o Dourado ainda apresentou o lateral Sidcley, ex-Athletico e Corinthians, e o atacante Deyverson, ex-Palmeiras. Mas nenhum dos dois está relacionado para a partida aqui no Rio.

Sendo assim, o Cuiabá deve entrar em campo com Walter, Daniel Guedes, Joaquim, Marllon e Alan Empereur; Camilo, Alesson, Rafael Gava, Pepê e Gabriel Pirani; Rodriguinho.

Jogo pelos lados, cruzamentos e falso 9: como joga o Cuiabá

Se mantiver o esquema da derrota para o Fortaleza, o Cuiabá deve começar o jogo com um esquema 4-1-4-1 compacto com só o experiente Rodriguinho à frente, atuando como falso 9.

Na última partida, na Arena Pantanal, o Dourado teve maior posse de bola, mas se mostrou mais confortável quando teve um campo maior para atacar. A equipe do Centro-Oeste aposta no jogo pelos lados, sobretudo o direito, por onde atua o veloz Alesson.

O pior ataque do Brasileirão, com 14 gols em 20 jogo, tem o cruzamento como principal recurso. Só contra o Fortaleza, por exemplo, foram 62 tentativas do time cuiabano, que aparece em sétimo no ranking dos cruzamentos certos com média de 4,8 por jogo, segundo o SofaScore. As bolas atrevessadas na área, aliás, tem sido um problema para a defesa tricolor. Cinco dos últimos seis jogos sofridos pelo Flu saíram desta maneira.

Entretanto, a derrota para o líder Palmeiras no Allianz Parque serve como um exame melhor para o jogo contra o Flu. No confronto, o time abriu mão da bola e tentou fechar principalmente o meio. Mas, da mesma forma que contra o Leão do Pici, sofreu um gol em uma bola enfiada entre os dois zagueiros. O que mostra desatenção da dupla ou trio de zaga.

Com um bom posicionamento e a capacidade de fugir do embate com os zagueiros, Cano pode explorar essa deficiência da defesa cuiabana e voltar a balançar as redes após dois jogos.

Rodriguinho, Alesson e a ausência de João Lucas: jogadores para ficar de olho

Aos 34 anos,  Rodriguinho faz uma função muito diferente da que fazia no Corinthians. Como falso 9, o meia lidera em finalizações, com média de 2,0, e em chutes certos por jogo, com 0,5, o time do Cuiabá no Brasileirão, de acordo com dados do SofaScore.

Rodriguinho no treino pelo Dourado
Rodriguinho é o artilheiro do Cuiabá em 2022 com 11 gols em 37 jogos (Foto: Reprodução/Cuiabá Esporte Clube)

Os números baixos — Cano, por exemplo tem 3,2 finalizações e 1,5 chutes certos — ajudam a explicar a dificuldade do Dourado de balançar as redes. Entretanto, a movimentação aliada a experiência do camisa 10 ainda podem confundir a defesa tricolor.

Rodriguinho costuma abrir espaço principalmente para Gabriel Pirani e Alesson. Veloz e habilidoso, o atacante pode se provar uma importante valvula de escape pela direita. Alesson está empatado com Rodriguinho na média de chutes certos e aparece em terceiro na artilharia do time com oito gols, atrás apenas do próprio Rodriguinho e do centroavante Élton — hoje no CSA — que tem 10.

Em contrapartida, o Dourado não vai contar com seu melhor defensor, João Lucas. O lateral lidera em desarmes, com média de 2,9, e em interceptações, com 1,5 por jogo.

ST


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Lucas Meireles

Jornalista formado pela UFRRJ, apaixonado por esportes e pelas boas histórias.

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