Projeto de lei promete vetar patrocínios de casas de apostas – Flu é um dos atingidos

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O fluxo de caixa e a estabilidade financeira do Fluminense, além de outros grandes clubes do país, está em xeque. Um projeto de lei visa extinguir qualquer tipo de publicidade, patrocínio ou promoção de apostas esportivas e jogos de azar online tramita no Senado e pode trazer consequências graves às agremiações. Caso sancionada, a medida causará um prejuízo de cerca de  bilhão aos clubes da Série . Atualmente, a proposta aguarda relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A restrição publicitária em debate no Senado

O texto, que já passou pela Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), proíbe anúncios em televisão, rádio, jornais e redes sociais, além de vetar marcas em uniformes e transmissões esportivas. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), relatora do substitutivo, defende “limites claros” para proteger a saúde mental dos cidadãos. O autor original, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), justifica que bônus e propagandas induzem pessoas a verem as apostas como investimento.

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No entanto, e apesar do avanço, há uma percepção clara nos bastidores de que o presidente da Câmara, Hugo Motta, não deve pautar o tema se ele chegar aos deputados – o que traz um mínimo de tranquilidade, mas mantém o tema sob tensão constante.

O posicionamento da Superbet e os riscos para o Tricolor

Patrocinadora master do Fluminense, a Superbet alerta que o veto total beneficiará o mercado ilegal, que hoje detém  do setor. Em nota, a empresa afirmou que restringir a comunicação de operadoras licenciadas “enfraquece a diferenciação perante o mercado clandestino e compromete a regulação”. A parceira do Tricolor ressalta a necessidade de preservar a “segurança jurídica” e o equilíbrio econômico. Somente no primeiro semestre de , sites irregulares movimentaram  bilhões, enquanto o governo deixou de arrecadar  bilhões em impostos.

Impacto financeiro devastador para os clubes

Atualmente,  dos  clubes da elite têm parceria firmadas com empresas do ramo. Segundo Diego Bittencourt, da Startbet, a proibição devastaria  da indústria do futebol, podendo gerar um monopólio de poucas gigantes. O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), através de André Gelfi, destaca que as agremiações da Série  recebem, em média,  vezes mais em patrocínios de apostas do que em premiações. Mudar as regras “com o jogo rolando” afastaria investidores e geraria instabilidade institucional.

O mercado de patrocínios master no Brasil

O setor injetou  bilhão no futebol nacional este ano. Enquanto o Flamengo lidera as receitas com  milhões da Betano e o Corinthians renovou com a Esportes da Sorte por  milhões, o mercado sinaliza um teto. Guilherme Figueiredo, da Betano, acredita que a tendência agora é de ajuste e redução nos valores contratuais. Para o Tricolor, a manutenção desses recursos é vital para a gestão estratégica e competitividade esportiva, visto que as casas de apostas hoje dominam não apenas as camisas, mas também os direitos de nome (naming rights) de competições e estádios.

 


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