UM A ZERO DINIZ (MARIO NETO)

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UM A ZERO DINIZ (MARIO NETO)

Confesso, assim como a maioria dos tricolores, que estava ansioso para ver o resultado da semana inteira que teve o Fernando Diniz para preparar o time contra o poderoso Atlético Mineiro. Que alguma coisa iria acontecer eu não tinha a menor dúvida. Só que eu não esperava ser testemunha de uma das melhores partidas do nosso time nos últimos cinco anos, no mínimo, contra um dos melhores times do Brasil e candidatíssimo a alguns títulos nesta temporada. E acrescento, como muitos dizem, que foi até agora a melhor partida do campeonato. O time já havia mostrado um bom futebol e não merecia a derrota para o Flamengo, quando foi superior em quase todos os noventa minutos. Tipo da derrota que machuca. Não levo em conta a partida de water- polo contra o Juventude.
Aliás sobre este jogo, quero votar atrás sobre uma opinião minha a qual atribuí ao Diniz uma boa dose de culpa pela derrota, por ter escalado jogadores que não possuíam características para um campo naquele estado. Depois soube que quando ele forneceu a escalação, duas horas antes do início do jogo (o que é obrigação por lei), não estava chovendo daquele jeito. Portanto culpa zero do nosso técnico, já que ele não podia mexer mais na escalação. Não espero logo mais contra o Atlético de Goiás uma outra atuação soberba como a de quarta-feira passada, porque entre outras coisas o time correu demais contra o Galo.
Não sei se ainda é cedo para analisar o trabalho do Diniz, mas pelo que estou vendo noto nele cuidados com a parte defensiva, sem fugir do seu esquema da sua maneira de entender o jogo, diga-se de passagem, muito maior do que na primeira vez que esteve nas Laranjeiras ou em outro time que dirigiu, ou seja, está dando mais importância aos resultados da partida. Um exemplo disso vimos contra o Galo, quando fizemos o quinto gol. Diniz fez substituições para reforçar a defesa, coisa que eu não imaginava até então.
Temos um baita desfalque para logo mais no Mario Filho. Paulo Henrique Ganso, hoje mais do que nunca titular absoluto, imprescindível ao time, não seria exagero dizer que o Ganso é o nosso maestro, está jogando o fino. Quem deve substituí-lo, ao que tudo indica, é o Nathan, que tem características diferentes mas que tem potencial, que até agora anda meio escondido. Uma boa oportunidade de começar a dar a volta cima. Fernando Diniz, como todos técnicos em geral, só divulga os titulares no dia do jogo. Outro que tem possibilidades de entrar logo de cara é o Felipe Mello, já recuperado, no lugar do Wellington. Duas coisas antes de encerrar: a primeira delas é que pelo que estamos vendo o Cristiano, ou o Cris Silva como queiram, é o nosso melhor, ou o menos pior dos laterais esquerdos. Eu ainda tenho fé de que ele vai subir de produção. Por enquanto Fernando Diniz não precisa “inventar”, improvisar o Caio Paulista ou outro qualquer nesta posição. A outra é o seguinte: não dá para ver os nossos rivais enchendo os seus estádios em todos os jogos e nós não levando nem quinze mil torcedores ao Estádio Mario Filho, a nossa casa. Dói no coração, e como dói, caramba! Tomara que hoje os nossos torcedores dêem uma resposta, compareçam ao jogo, o time vai precisar. Não existe jogo fácil no Brasileirão, parece chavão mais não é. Espero uma outra ótima atuação. Sonhar não custa nada.

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