Presidente Mario Bittencourt detalha situação atual da Libra: “Queremos que nossa proposta também seja ouvida”

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O futebol brasileiro caminha a passos largos para uma grande mudança em sua estrutura com a criação de uma nova liga nacional organizada pelos próprios clubes, a chamada “Libra”. Em meio a um processo de divergências entre diferentes grupos de clubes, as negociações seguem em andamento com certa dificuldade, principalmente pelo fato distribuição de cotas. Nesta sexta-feira, o presidente do Fluminense, Mario Bittencourt, participou do programa Seleção SporTV onde detalhou a situação atual da criação da liga e esclareceu possíveis dúvidas sobre o tema.

Mario Bittencourt, do Fluminense, defende uma distribuição mais justa de cotas na Libra
Fluminense, de Mario Bittencourt é um dos clubes que defende uma distribuição mais justa nas cotas – Foto: Reprodução

Desde o ano passado, o projeto de criação de uma nova liga de clubes no Brasil vem saindo do papel e entrando no campo das discussões entre os 40 clubes (de Série A e B) envolvidos. Nesse contexto, diferentes clubes com ideais diferentes vem se formando em grupos para a defesa de suas propostas. Enquanto um primeiro grupo formado por Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos e Bragantino e defende a criação de um estatuto, outro formado entre outros clubes, pelo Fluminense, contesta os critérios de distribuição do valor que seria gerado pela liga.

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Em participação para o programa Seleção SporTV nesta sexta-feira, o presidente Tricolor, Mario Bittencourt, deu mais detalhes sobre o andamento da criação da liga:

“O grupo que era chamado dos seis e hoje são nove, fez um modelo e constituição de uma liga por uma empresa contratada por eles. Essa mesma empresa, a Codajas, trouxe possibilidade de trazer um investidor ao Brasil. Todos, inclusive o Fluminense, assinaram a carta para trazer o investidor. Não se falava em divisão de cotas, nada, só em trazer um investidor estrangeiro. A carta de exclusividade expirou no fim do ano, o investidor não chegou. Depois, os clubes falaram sobre a possibilidade de seguir. Nada contra a empresa. Agora em 2022, as discussões aceleraram sobre a questão da montagem da liga. Esse grupo entendeu ter a assessoria da empresa para montar um projeto de liga. O anexo coloca esse grupo maior em quantidade de clubes (do qual o Fluminense faz parte) que discorda. É uma discussão técnica. Um grupo quer que seja mais justo de divisão, que critérios devem ser diferentes. Gostaríamos de discutir esses critérios antes de criar liga. Eles entenderam diferente, assinaram um documento. Mas não existe liga assim com nove. Tem que ter os 40. Esse grupo de cá está trabalhando tecnicamente para montar uma proposta que considera mais justa”.

“Eles fazem uma proposta que já existe hoje (40% (igualitário), 30% (performance), 30% (engajamento)). Não falam no aporte do investidor na liga. Isso terá de ser discutido depois se vier o investidor. Ainda não há o investidor. Lá na frente, não sabemos quanto o investidor trará. O que está em discussão agora, é que apresentaram um modelo de divisões de receita de TV futuro que já existe hoje e já criou um abismo financeiro gigante entre os clubes. Salvo engano saiu um estudo ontem ou anteontem da Ernest & Young que mostra que a diferença só sobe nos últimos anos. Num campeonato de pontos corridos, sempre o time que tem mais dinheiro, normalmente performa melhor. O critério de divisão igualitária, acreditamos que seja 50% o mais justo. Hoje já é 40%-30%-30%. No anexo deles, o que colocam como engajamento, nós discutimos algumas coisas. Falam em redes sociais. As próprias pesquisas de torcida. Às vezes tem torcidas que têm seis, sete vezes o tamanho da do Fluminense em tamanho, mas que não vendem isso a mais de camisas e não colocam isso a mais em estádios. Só queremos que nossa proposta também seja ouvida. Estamos discutindo tecnicamente para que haja discussão. Os clubes têm de debater. Esse 30% tem cinco critérios de engajamento que eles pré-definiram e nós (os outros clubes) discordamos de pelo menos dois. Discutimos que seja 50% igualitário e que sentemos à mesa para discutir a questão do engajamento. E se fala em seguir o modelo de futebol europeu. Por que não permitir igual ao modelo europeu que o clube que mais ganha não receba mais que 3,5 vezes a mais que o último? Vamos estudar uma divisão com proposta mais sólida para ser discutida”.

ST


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