Flúnel do Tempo: a noite em que o Fluminense calou um caldeirão argentino e contrariou a lógica

Compartilhe

O Fluminense volta à Argentina para enfrentar o Independiente Rivadavia em um cenário que mistura pressão, necessidade de resultado e um ambiente hostil — daqueles típicos “caldeirões” sul-americanos.

E não é a primeira vez que o Tricolor encara esse tipo de desafio.

Em 2011, diante do Argentinos Juniors, o Fluminense viveu uma das classificações mais improváveis de sua história na Copa Libertadores da América.

Você conhece nosso canal no YoutubeClique e se inscreva! Siga também no Instagram

Uma missão quase impossível

Na última rodada da fase de grupos, o cenário era claro: o Fluminense precisava vencer fora de casa — e, dependendo do resultado do outro jogo, essa vitória teria que ser por dois gols de diferença.

As chances de classificação eram mínimas. Cerca de 8%.

Do outro lado, um estádio pequeno, pressão intensa da torcida e um adversário duro. O roteiro parecia pronto para a eliminação. Mas não para aquele time.

Um jogo com cara de Libertadores

O Fluminense começou melhor e abriu o placar com Julio Cesar. Sofreu o empate em um pênalti polêmico, voltou a ficar à frente, levou nova igualdade… e viu o jogo virar um verdadeiro teste emocional.

Era jogo brigado, catimbado, com clima hostil e tensão do início ao fim — exatamente o tipo de partida que se espera em solo argentino.

Na segunda etapa, quando tudo parecia escapar novamente, o Tricolor mostrou sua essência.

Rafael Moura colocou o time em vantagem mais uma vez. Ainda faltava um gol. E o tempo passava.

Até que, aos 43 minutos do segundo tempo, veio o momento decisivo: pênalti sofrido pelo volante Edinho.

Na cobrança, Fred chamou a responsabilidade e marcou o gol que selou a vitória por 4 a 2 — e uma classificação histórica.

Confusão no apito final

Logo após a partida, uma grande confusão tomou conta do gramado, protagonizada por jogadores das duas equipes. O episódio mais marcante foi a briga envolvendo Gum e Facundo Scudero, que virou uma das imagens mais lembradas daquele confronto.

Um desfecho caótico, à altura de um jogo intenso do início ao fim.

Ficha técnica

ARGENTINOS JUNIORS 2 x 4 FLUMINENSE
Competição: Copa Libertadores da América 2011
Local: Estádio Diego Armando Maradona, Buenos Aires

Gols:
Fluminense: Julio Cesar (2), Rafael Moura e Fred
Argentinos Juniors: Salcedo e Oberman

FLUMINENSE: Ricardo Berna – Mariano, Gum, Edinho, Julio César (Tartá, 81) – Valencia, Diguinho (Araújo, 86), Marquinhos, Conca – Fred e Rafael Moura (Fernando Bob, 90). DT: Enderson Moreira

Argentinos: Nicolás Navarro – Juan Sabia, Miguel Torrén (Gustavo Oberman, 46), Santiago Gentiletti (Cristian Sánchez Prette, 75) – Gonzalo Prósperi, Juan Ignacio Mercier, Germán Basualdo (Matías Laba, 60), Sergio Escudero – Franco Niell, Santiago Salcedo e Ciro Rius. DT: Pedro Troglio

O paralelo com hoje

Agora, o cenário se repete — com suas devidas diferenças.

O jogo contra o Independiente Rivadavia não é a última rodada, mas carrega um peso semelhante. Um tropeço pode deixar a classificação extremamente difícil, dependendo de combinações nos jogos seguintes.

Mais uma vez:
– Estádio acanhado
– Pressão da torcida
– Jogo fora de casa
– E necessidade de resultado

Em 2011, o Fluminense contrariou a matemática. Em 2026, o desafio é diferente — mas o contexto é familiar.

Próximo capítulo

O Fluminense enfrenta o Independiente Rivadavia nesta quarta-feira, 06/05, às 21h30, em Mendoza, pela 4ª rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. A vitória é extremamente importante para manter o time com condições de classificação para as oitavas de final da Libertadores 2026.


Compartilhe