Flu x FERJ + clubes: o embate pela volta do futebol

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O Fluminense tem uma posição contrária em relação a FFERJ quanto à volta do futebol. A federação defende a volta dos jogos já nesse mês, enquanto o clube mantém a postura de esperar por mais segurança.

Nos últimos dias o racha entre as partes aumentou. O presidente Mário Bittencourt saiu do grupo de Whatsapp feito pela FERJ, com propósito de discutir o retorno dos jogos. o mandatário tricolor não viu mais motivos para estar no grupo, já que o tratamento dado ao Fluminense – e Botafogo – era diferente dos demais.

No sábado, haverá uma nova reunião para a discutir o retorno do jogos. E o Fluminense não vai participar – como fizera na última terça-feira. A FERJ prevê a volta das partidas na segunda quinzena de Junho, sem a presença dos torcedores. O Flu se mantém totalmente contra – estendeu a paralisação até o dia 15/06 (mas realiza treinos virtuais).

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Apesar do Fluminense não ter se manifestado sobre o assunto, Mário já deixou claro em  entrevistas que o clube aceita o retorno, mas não a qualquer custo. O presidente espera um parecer das autoridades médicas para uma flexibilização da quarentena.

A reportagem do Globoesporte.com foi atrás da FERJ, que minimizou o assunto:

“Não há desgaste com o Fluminense, a quem respeitamos como filiado e pelo que representa para o futebol do Rio de Janeiro. Há uma diferença entre desgaste e divergência. O estado democrático permite, e é salutar, o debate dentro dos preceitos legais, e o fato do presidente do Fluminense opor divergências não compromete em nada as relações pessoais e institucionais. Faz parte do contexto, como também o respeito à decisão da maioria.”

Na semana passada, o Fluminense listou, via nota, os motivos que considera para se manter contra à volta dos jogos:

O número alto de mortes pelo vírus no Rio; A posição do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj); A recomendação do Ministério Público; A investigação do Ministério Público do Trabalho e a falta de previsão para o Campeonato Brasileiro;

Ainda há o lado jurídico da questão, já que o art. 483 da CLT diz que “a responsabilidade por expor os atletas e demais trabalhadores a perigo ou mal manifesto recai nos ombros dos empregadores, no caso os clubes de futebol, com o dever de indenização e risco de rescisão indireta do contrato de trabalho dos profissionais”.

Se não jogar?

As regras do campeonato dizem que se um clube não aparecer, perderá por walkover (vitória fácil). Por outro lado, poderão ter severas punições se a FERJ considerar que um clube abandonou o campeonato:

“A associação que pelo descumprimento do disposto no caput, desistir ou abandonar o campeonato estadual da categoria de profissionais será penalizada com multa e rebaixamento para a categoria, divisão ou série imediatamente inferior, no ano seguinte, em se tratando das Séries A e B, ou ficará impedida de participar no ano seguinte, em se tratando de associações da Série C”.

Questionada sobre quantos W.O’s configuram abandono do campeonato, a FERJ desviou do assunto, mostrando confiança de que o campeonato vai acabar no campo:

“A Federação não trabalha com hipótese de abandono da competição por nenhum clube, por se tratar de medida sem nenhum sentido, radical e geradora das indesejáveis e graves consequências que foram estabelecidas pelos próprios clubes. Acreditamos na convergência, trabalhamos para isso e a tradição e importância das instituições não admitem equívocos nesse sentido e de tamanha magnitude.”

Faltam duas rodadas para a Taça Rio terminar. Ainda há a fase final desse segundo turno. E uma possível final do Carioca, a depender da combinação de resultados.

Fonte: GE

ST!


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