Vasco sofre nova derrota na Justiça e vê Maracanã mais distante para duelo com o Boca Juniors
O Vasco teve negado nesta terça-feira (6) o pedido para utilizar o Maracanã na partida contra o Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro entendeu que não há, neste momento, elementos suficientes para obrigar a concessionária Fla-Flu, responsável pelo estádio, a disponibilizar o local para o confronto.
A decisão foi tomada pelo desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita, da 23ª Câmara de Direito Privado do TJ-RJ, ao analisar o recurso apresentado pelo Vasco contra uma decisão anterior da 2ª Vara Cível da Capital. Na primeira instância, o clube já havia tido o pedido de urgência rejeitado.
O recurso buscava uma autorização imediata para que o Vasco pudesse mandar a partida no Maracanã. O desembargador, porém, considerou que a discussão envolve questões que não podem ser solucionadas apenas em uma decisão liminar, principalmente diante das dúvidas relacionadas às condições do gramado, ao calendário de utilização do estádio e à estrutura necessária para receber o confronto.
Segundo a decisão, o caso exige uma análise mais detalhada das circunstâncias que envolvem a utilização do Maracanã. Por isso, a Justiça determinou o prosseguimento da discussão no processo, com a apresentação da defesa da concessionária antes de uma eventual decisão definitiva sobre o pedido.
O Vasco questiona os critérios utilizados para a não disponibilização do estádio e afirma que houve tratamento desigual na aplicação das regras. O clube também defende que o Maracanã seria o local mais adequado para receber uma partida desse porte, especialmente pelas condições de segurança e logística.
Um dos argumentos apresentados pelo Vasco está relacionado a uma manifestação da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que teria apontado o Maracanã como a alternativa preferencial para a realização do jogo. Entre os fatores considerados estão a capacidade do estádio, a separação e o controle das torcidas, a circulação de ônibus, os acessos e a integração com o transporte público.
O Ministério Público do Rio de Janeiro também se manifestou pela disponibilização do Maracanã para a partida. A recomendação, entretanto, não foi considerada suficiente para determinar a liberação do estádio. Na avaliação do desembargador, a manifestação do MP é um elemento relevante do processo, mas não substitui a análise dos aspectos contratuais, técnicos e operacionais discutidos entre o Vasco e a concessionária.
A decisão desta terça-feira é liminar e, portanto, não encerra a disputa judicial. O processo ainda poderá ter novos desdobramentos antes da definição definitiva sobre o estádio.
O Vasco precisa informar à Conmebol até sábado o local escolhido para a partida de volta contra o Boca Juniors. Até lá, o Maracanã continua sendo objeto de disputa judicial, sem autorização da Justiça para que o clube utilize o estádio no confronto.
