UMA NOVA ESTREIA (MARIO NETO)

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MAIS UMA ESTREIA (MARIO NETO)
Não deixa de ser uma nova estréia, nosso jogo de logo mais. Voltaremos a jogar fora de casa depois de muito tempo, na Libertadores da América na Colômbia, contra o Santa Fé, para nossa sorte longe da temida altitude de 2600 metros da cidade de Bogotá, graças à prefeitura deles que não autorizou jogos na capital da Colômbia. Depois de muito disse me disse, outras opções foram levantadas pelo time local, que queria a partida na altitude. Finalmente ela foi remarcada para a cidade de Armênia, praticamente ao nível do mar. Duvido que muitos a conheçam, assumo minha ignorância neste assunto, descobri esta cidade no mapa graças a nossa partida. É logico que para o Fluminense foi um ótimo negócio, muito embora tenhamos sido obrigados a fazer outra logística. Não tivemos nem tempo para treinar em virtude desta confusão, custamos saber o final desta novela.
De qualquer maneira, em tese tudo indica que será um jogo difícil e sofrido, sem favoritismo. É evidente que se a partida fosse na altitude favoreceria e daria vantagem ao time colombiano. Como de praxe, Roger não divulgou o time titular, o que significa dizer que deve ser o mesmo que empatou com o River Plate, ou seja, no 4-3-3, mesmo fora de casa, talvez fosse melhor reforçar o meio de campo, mas eu não sou o técnico. Não tenho dúvidas e acho que ninguém as tem de que nos vinte minutos iniciais o Santa Fé vai partir com tudo, diferentemente da sua estréia contra o Junior Barranquilla.
Há algo que já me preocupava nos nossos jogos, a apatia nos primeiros 45 minutos e isto aumentou depois que a estatística mostrou que dos nossos 20 gols feitos este ano, 19 foram marcados no segundo tempo. É ou não é assustador? Isso mostra o que já venho falando, o quanto desperdiçamos o primeiro tempo, seja ele contra o River Plate ou o Madureira. Não custa bater mais na tecla da troca de bola inútil que já virou nossa rotina. Quando passamos do meio campo, ao invés de evoluímos para a área adversária, preferimos jogar para trás. Raramente tiramos proveito de contra-atacar. Vocês podem argumentar “com Fred e Nenê é pouco provável tirar proveito deste recurso”. Seria bom que fosse tão simples assim, mais não é. O Luís Henrique e o Kayke, dois garotos, estão defendendo mais do que atacando, o que dificulta tudo, muito mais do que a presença do Nenê e o Fred no time titular.
Agora temos boas opções no banco de reservas para o Roger utilizar, começando pelo Casares (até adquirir a sua melhor forma física, o Bobadilla o André Hernández, o Ganso, se quiser jogar como vimos no domingo) e o garoto Gabriel Teixeira. Só espero que ele Roger Machado não brigue com o óbvio, isto é, não demore a mexer quando as coisas não correrem bem. Não sabemos muita coisa ou quase nada do Santa Fé, por outro lado já sabemos o que fazer em campo, certo ou errado. Precisamos e muito de um resultado positivo, já que o nosso grupo não é nada fácil. O futebol colombiano evoluiu muito nestes últimos dez anos, não podemos dar chance ao “azar”, sob pena de pagarmos um preço alto demais.

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