SOB A LUZ DO REFLETOR – Lições do Cartão Vermelho

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2 jogos, 1 ponto, 1 derrota e 1 empate. Assim foram as duas últimas rodadas do Fluminense que minaram as esperanças de alguns tricolores na nova era Diniz. Esperança essa que foi reforçada na goleada sobre o galo, mas que perdeu força. Nos dois jogos, duas expulsões: Uma contra e outra a favor. Diniz não soube lidar com nenhuma delas.

No jogo em casa contra o Atlético Go, tivemos o David Braz expulso com 20 min de jogo. Expulsão justa e causada, ao meu ver, por uma exposição absurda e precoce dos zagueiros. Não estávamos nem na metade do primeiro tempo, quando nossos dois zagueiros estavam a, pelo menos, 7 metros a frente da linha do meio de campo, onde sabemos que não há impedimento. Para que esse posicionamento tão cedo? Porque o desespero em levar todos a frente?

Não se pensa em fazer um seguro, tipo seguro de carro mesmo, montar um sistema que tenha um plano B, para quando perdermos a bola, termos uma certa garantia que o atacante adversário, sempre mais rápido que o zagueiro, não terá um campo inteiro para apostar corrida com os nossos. Erro clássico do nosso professor, já conhecido da nossa torcida. Não deu outra, Braz fez a falta e foi merecidamente expulso. Talvez a melhor opção fosse arriscar que o Fábio fizesse uma boa intervenção e ficássemos ainda com 11 em campo.

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Após isso, o que vimos foi um adversário se lançando para matar o jogo. Oras, ainda era cedo para gente abrir o bico, cansar, não era motivo para tanta pressão deles. Faltou malandragem em segurar o jogo, acalmar os ânimos, fechar um pouco a casinha e jogar como Diniz gosta, atraindo os caras e partindo em contra ataque. O Flu se perdeu e ainda sim quis atacar. Levamos dois gols e acabou o jogo.

América fez o contrário na quarta-feira. Teve um expulso antes dos 10min de jogo e se fechou. Organizou a defesa, encolheu as linhas e se teve alguém merecedor de ganhar a partida foram eles, que desperdiçaram umas 3 ótimas chances.

O Flu voltou a mostrar sua deficiência em atacar times encolhidos, não é responsabilidade exclusiva do Diniz isso. Há anos jogamos reativamente, abandonando a capacidade de pressionar adversários e tomar conta do jogo. Está entranhado no espírito da equipe e me parece que a escolha do Diniz veio para mudar isso, mas ainda não conseguiu, fora o jogo contra o Oriente.

A insistência com muitos atacantes na meia lua adversária e os armadores tentando infiltrar pelo meio, no mínimo, é uma péssima escolha, para não dizer idiotice. Quer dizer que você ajuda os caras a encherem a frente da área e é por lá que você quer atacar?

Não faltou gritos do Diniz em pedir para abrir o jogo e também para acelerar. A virada de jogo demorava 3 anos e quando chegava nos p0ntas, eles não faziam o mano a mano e recuavam a bola. Lá para 15 do segundo tempo, já tínhamos uns 4 atacantes dentro da área sempre. Não é dar chutão ou cruzamento ao esmo, mas para amassar precisa jogar a bola lá dentro e chegar com nossa maioria para pegar a sobra, famosa segunda bola. Gira a bola no LH, ele balança e cruza. Rebote tem que ser nosso. A bola não pode ficar tanto fora da área assim, como ficou nesse jogo. Faltou muita competência para conseguir chances de gols contra 10 desde 10min do primeiro tempo. Não é que a bola não entrou, não teve chance mesmo, só a do JK. Muito pouco para consagração de uma vitória. Um time que precisa ganhar tem que ter umas 5 chances de gols, pelo menos, não pode contar com uma e com 100% de eficiência dos atacantes.

Apesar das atuações fraquíssimas de alguns jogadores, nosso comandante é o responsável, como sempre foi aqui no Brasil e como sempre é nas vitórias. Quando ganhamos do Galo, escutei que o Diniz melhora os jogadores, como os laterais jogaram bem com ele e etc…Ganhou os méritos da vitória e das boas atuações dos jogadores. Na derrota o tratamento deve ser igual. Responsabilidade na vitória e na derrota.

Diniz sai muito mal dessa sequencia. Seu trabalho divide opiniões entre os mais realistas, que se pegam nos péssimos números do treinador e os sonhadores, que sempre esperam uma evolução do técnico e do seu sistema singular, para arrebentar pelo Brasil.

O teste do cartão vermelho Diniz não passou. Acho bom ele se recuperar rápido, para ele não sentir na pele o poder da cor desse cartão.

Toque Curto:

  • Diniz ficou perdido no jogo, junto com alguns torcedores. Com um a mais em campo pediram a saída do Wellington, ele tirou e logo o time ficou aberto. Pediram atacantes e ele colocou, embolando a frente do gol adversário. Não é fácil o futebol, mas ele é muito bem pago para resolver.
  • O que faltou para nossos atacantes buscarem o drible nas pontas? Quando tentamos e conseguimos, até pelo meio, ajudou a criar. Ficar tocando de lado com a área toda fechada, não vai fazer gol nunca.
  • Torcida impaciente. Diniz tem pouca confiança dos tricolores. Só vencendo para recuperar isso. Não custa lembrar que o Abel foi campeão Carioca e com alguns jogos depois a torcida já estava no pé de novo. Vivemos a era da internet, qualquer torcedor que não entenda nada de futebol, consegue fazer barulho.

SDT


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