SOB A LUZ DO REFLETOR – Dinizismo? Não, Fluminense!!!

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Então Fernando Diniz voltou ao Fluminense. Depois de quase 3 anos fora, obtendo apenas alguns bons resultados no São Paulo, mas também alguns problemas de relacionamento com jogadores, o técnico demitido em agosto de 2019, retornou ao clube dividindo opiniões.

Diniz é um técnico diferente, mas ainda sem nenhum resultado expressivo na carreira. Quando saiu do Fluminense jogava completamente desequilibrado, com posse de bola, bom número de finalizações e um campo todo, sem ninguém atrás, a mercê dos contra ataques adversários. Campanha ruim no Carioca, desastrosa no Brasileiro e boa na Sula. Era um técnico em formação, sem experiência e teimoso com seu modelo de jogo. O que será que mudou no técnico para o atual comando do Fluminense?

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Pergunta difícil, mas o Fluminense precisava dar uma chacoalhada. Os professores escolhidos desde a saída do Diniz foram todos da escola retranqueira do futebol Brasileiro. Com a exceção do Odair, que teve proposta de fora e abandonou o barco, todos saíram para que nosso Marcão, auxiliar permanente do grupo, tocasse o futebol.

Esse ano Abelão chegou, o que desagradou boa parte da torcida. Abel tem experiência e é multe campeão, mas tem a tendência de privilegiar mais a defesa do que o ataque e deixamos escapar a Libertadores esse ano por isso, além de quase sermos eliminados pelo Botafogo nas semi do Carioca. O tricolor Abel deu o troco com uma senhora apresentação nas finais do carioca, superando nosso maior rival, mas foi pouco. O time parou de produzir e o mesmo saiu logo após o título.

A “aposta” em Diniz é válida pelo exposto acima. Não é possível que o Fluminense fique sempre na escola da retranca, se defendendo dentro da área, um estilo de jogo medroso que não condiz em nada com o que vemos do futebol da base do clube. O clube precisa de identidade e ela está na base e não nos professores que nosso presidente vive contratando.

Aqui nesse espaço, que o Saudações me dá a honra de escrever, eu pedi a cabeça do Diniz em 2019 várias vezes, mas hoje ele tem minha torcida. Não porque iniciou ganhando duas partidas e empatando com o Palmeiras fora, pois eu já torcia para que fosse contratado durante o período sem técnico. A verdade que eu não aguento mais ficar dentro da área, preciso ver um time jogando futebol e pelo menos essa cara vai tentar.

Ainda não foi a mudança da água pro vinho que se espera. A marcação no chamado “bloco baixo” está super exagerada, algo que me parece enraizado no elenco. Nos três jogos que Diniz comandou, Flu alternou a marcação alta com o recuo exagerado, como no primeiro tempo contra o Vila Nova. Esse recuo chama gol e tira a chance de faze-lo, vide a distância que os atacantes ficam da área adversária. Mas já há uma clara melhora na aproximação dos jogadores, no estilo de jogo tabelado, apoiado e na saída de bola. Tudo precisa melhorar, mas sem tempo hábil para treinos vai demorar.

Vejam essa semana:
jogo domingo em SP, treino regenerativo seg, viagem para Goiânia na ter, jogo qua, retorno da viagem na qui, sexta treino, sábado jogo. Resumidamente: 1 treino regenerativo, um bate bola em Goiânia na terça e um treino de verdade na sexta. Esse é o problema da falta de planejamento, de trocar de técnico no meio da temporada.

Não existe Dinizismo nem Dinizete, aqui somos todos Fluminense e o melhor para o Flu agora, para dar um passo a frente, é tentar um estilo de jogo mais promissor, mais ofensivo, para bater de frente com os maiores. Se ficarmos nessa de só defender, vamos brigar sempre pela sétima posição, arrumar uma vaga suada na Liberta e sair cedo da mesma, tentando um título no Carioca.

Que o Diniz tenha realmente evoluído com as derrotas, com os resultados decepcionantes e acerte de vez na carreira aqui no Flu.

Toque Curto:

  • Todos nossos laterais, sejam os da direita ou esquerda, não servem para titulares do Flu. Isso porque fomos ao mercado 2 anos por eles: Samuel Chegou em 2021 e esse ano vieram Cris Silva e Pineida.
  • Teremos problemas na frente também, na saída do LH. Para essa marcação pressão do Diniz, Bigode e Fred não conseguem mais, Cano pouco. Então teremos dificuldades no ataque e na marcação pressão sem LH.
  • Temos Ganso, Felipe Melo e Arias para retornarem ainda, precisamos reforços para laterais e velocista para o ataque.
  • Diniz, essa marcação “bloco baixo” precisa andar 10 passos para frente.
  • Hora de vencer no Brasileiro, posição incomoda e distanciamento do primeiro pelotão preocupa.

SDT


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