Só “não comprometer” não funciona e Flu perde chance de chegar ao G4

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Que o Fluminense vinha muito desfalcado para o jogo, todos sabiam. Que Odair tinha que mudar um pouco as características do time, idem. Mas o velho problema reapareceu, mesmo com novos nomes em campo: a transição ofensiva e a falta de criatividade no ataque. De positivo, a evidente titularidade de Marcos Felipe e de Luiz Henrique – não podem ser banco nesse time – e a boa atuação da dupla de volantes, André e Martineli (este último fazendo sua estreia nos profissionais), que fizeram uma boa partida e surgem, agora para valer, como boas opções para a meiuca tricolor. Assim como Calegari, que não pode sair mais do time.

Mas o lado positivo parou por aí. O meio apresentou um problema crônico, quando Marcos Paulo, Nene e Wellington Silva se embolavam pela canhota e o jogo não fluía. Além disso, o experiente meia não esteve numa noite muito inspirada, e errava tudo o que tentava. A sua melhor chance foi na saída errada do goleiro deles, quando recebeu e tentou por cobertura. No mais, o camisa 77 ficou devendo. Tanto que deixou o gramado no intervalo. Odair optou por mudar seu esquema, e afundou um centroavante nas linhas adversárias, com a entrada de Felippe Cardoso, e buscou um suspiro de criatividade e velocidade, trocando Wellington Silva por Luiz Henrique. Pouco efeito.

Lucca, isolado na frente, nada produzia e o time perdeu sua característica principal, que é a proposição do jogo. Enquanto o tricolor lutava muito para recuperar a bola, acabava perdendo seu controle mais rapidamente. E a equipe do Bragantino soube jogar e aproveitou dos desfalques tricolores (10 ao total). Os paulistas subiram a primeira linha de marcação, dificultando ainda mais a vida do Flu no jogo. Marcos Felipe, por duas vezes, salvou o time de nova derrota para o RB. Como é chato jogar contra eles.

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O Flu ainda conseguiu duas boas chances. Marcos Paulo, antes de sair para a entrada de Ganso, recebeu dentro da área e demorou para finalizar. Quando conseguiu, a marcação chegou em cima. Caio Paulista, pouco antes, entrou no lugar de Lucca e tentou colocar mais velocidade nas jogadas. O time melhorou até, mas longe de ser efetivo na criação. No fim, Julião ainda quase anotou um golaço de fora da área, mas a bola passou à esquerda do gol.

E se ao mesmo tempo que não se pode considerar mil maravilhas nas vitórias, não podemos considerar “terra arrasada” nas derrotas, ou no caso, de um empate frustrante. Não é fácil ter que remontar o time, recorrendo à base, em pouco tempo. De fato, o encaixe, conforme bem frisou Odair, não ocorreu mas, pelo menos, o time soube se comportar defensivamente, mesmo com as alterações, estreias e improvisações. Correu riscos, mas saiu ileso. O problema maior está na falta de realização do time que foi a campo ontem. Se o Flu realmente quer, assim como a torcida, a vaga para a Libertadores, “só” não comprometer não vai adiantar. Tem que realizar!

E para isso tem que treinar mais essas possibilidades com essas novas caras em campo. O elenco se reapresenta hoje, no CT Carlos Castilho, e já inicia os preparativos para o próximo compromisso, contra o Athlético-PR, também no Maraca, no próximo sábado. Até aqui, o Flu repete o desempenho do primeiro turno. A diferença na sequência, está na derrota para o Palmeiras e empate com o Bragantino, pois no primeiro turno foi exatamente o inverso (empate contra o time de verde e derrota para o time de Bragança).

ST


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