Mário Bittencourt revela penhora da premiação da Copa do Brasil por dívida com ex-zagueiro

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Com a classificação sobre o Bragantino na quarta fase da Copa do Brasil, o Fluminense embolsou a quantia de R$ 2,7 milhões que, em tese, aliviaria os problemas financeiros enfrentados pelo clube há mais de anos, mas essa realidade não saiu do papel. Em entrevista ao GE, o Presidente Mário Bittencourt revelou que 100% da premiação foi penhorada pela Justiça em função de uma dívida de R$ 5 milhões com o ex-zagueiro André Luís, que atuou pelo Fluminense em 2001 e nas temporadas de 2010 e 2011.

— Eu estou tentando fazer um acordo com ele para ficar com R$ 500 mil dos R$ 2,7 milhões e o resto a gente parcelar. Só que aí passo a ter mais uma parcela de um novo acordo. Essa soma de parcelas custa quase R$ 2 milhões por mês — disse.

Hoje com 41 anos, André Luis teve duas passagens pelo Fluminense: em 2001, temporada em que foi emprestado pelo Santos, disputou 23 jogos e marcou 4 gols. No retorno às Laranjeiras, o zagueiro vestiu a camisa tricolor de 2010 a 2011 e acumulou 23 jogos e 1 gol marcado até ser negociado com a Portuguesa.

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Em outro trecho da entrevista, o mandatário acrescentou ainda que, em dois anos à frente da gestão do clube, R$ 150 milhões já foram equacionados, porém, com os altos juros e as novas penhoras, a dívida do clube não diminui tão rápido.

— O problema é que aí chega uma outra penhora daqui a 20 dias, 30 dias. Por isso o comitê de crise trabalha com transparência e lealdade, mas às vezes a gente larga os caras de mão. A gente criou uma p… credibilidade, e 90% dos credores aceitam. Mas tem sempre 10% que vai penhorar porque quer a multa. Esse cara a gente larga: “Ah, é? Vai para a fila”.

Apesar do cenário preocupante, Mário Bittencourt faz uma projeção otimista sobre o saneamento financeiro do clube.

— Com a credibilidade que estamos chegando agora, estamos começando a conseguir fazer acordos com deságio, tirar 20%, 30% da dívida… Se a gente conseguir fazer essa gestão até o fim de 2022, e depois se nós seguirmos ou se vier alguém que consiga manter isso aqui, o futebol equilibrado e os custos, na nossa cabeça o clube se resolve financeiramente em nove anos. Não é com a dívida 100% quitada, mas administrada — explicou.

ST


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