Fluminense chega ao jogo 100 na Libertadores em noite decisiva no Maracanã

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O Fluminense alcança nesta terça-feira uma marca histórica na Copa Libertadores. Diante do Platense, no Maracanã, pelo jogo de ida das quartas de final, o Tricolor fará sua centésima partida na principal competição de clubes da América do Sul. A marca chega justamente em uma das partidas mais importantes da temporada, em busca de mais um passo rumo ao segundo título continental.

A história do Fluminense na Libertadores começou em 1971, em sua primeira participação. Desde então, o clube disputou 11 edições do torneio.

O principal deles aconteceu em 2023, quando o Tricolor finalmente conquistou a Libertadores pela primeira vez. No Maracanã, diante do Boca Juniors, o Fluminense levantou a taça e colocou o título que faltava em sua galeria.

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Mas a conquista de 2023 não foi o único grande momento do clube na competição. O Fluminense também chegou à decisão em 2008, quando terminou como vice-campeão, além de alcançar as quartas de final em 2012, 2013, 2021, 2024 e agora em 2026.

99 jogos e retrospecto positivo

Antes do confronto com o Platense, o Fluminense soma 99 partidas na Libertadores, com 51 vitórias, 24 empates e 24 derrotas.

Ao longo desses jogos, o Tricolor marcou 145 gols e sofreu 99.

A atual edição, porém, apresenta um equilíbrio maior nos números. Em oito partidas disputadas até aqui, foram duas vitórias, quatro empates e duas derrotas, com oito gols marcados e oito sofridos.

Martinelli lidera lista histórica entre os jogadores

A marca também é especial para alguns jogadores que ajudaram a construir a trajetória recente do clube na Libertadores.

O meio-campista Martinelli é o jogador que mais vezes vestiu a camisa do Fluminense na competição, com 36 partidas. Logo atrás aparece Fábio, com 35, enquanto Paulo Henrique Ganso soma 31.

Cano e Samuel Xavier também estão entre os dez atletas que mais atuaram pelo clube no torneio. Os cinco fizeram parte do elenco campeão em 2023.

A lista ainda reúne nomes importantes da história recente e do passado do Fluminense. Fred disputou 29 partidas, Thiago Neves 28, enquanto Cano e Arias aparecem com 27 cada. André e Samuel Xavier têm 26.

Nino e Edinho somam 24 jogos, enquanto Conca, Carlinhos e Felipe Melo chegaram a 22. Diego Cavalieri e Lima completam a relação, com 21 partidas cada.

Cano é o maior goleador tricolor

Se a lista de participações tem Martinelli no topo, a artilharia da Libertadores pelo Fluminense pertence ao ídolo Germán Cano.

O argentino marcou 17 gols pelo clube na competição e aparece isolado na primeira posição.

Fred vem logo atrás, com 15 gols. Thiago Neves e John Kennedy marcaram sete cada, enquanto Washington balançou as redes seis vezes e Rafael Moura aparece com cinco.

Cano, inclusive, foi um dos protagonistas da campanha que terminou com o título inédito em 2023, coroado ao final como o Rei da América, tradicional votação promovida pelo jornal uruguaio El País.

Argentina é o adversário mais frequente

O confronto com o Platense também amplia uma tradição da história tricolor na Libertadores. Os clubes argentinos são os adversários que o Fluminense mais enfrentou na competição. Até aqui, foram 27 partidas, com dez vitórias, nove empates e oito derrotas. O Tricolor marcou 40 gols e sofreu 29.

Os brasileiros aparecem na sequência, com 16 confrontos, enquanto os paraguaios somam 14.

O duelo desta terça-feira será, entretanto, o primeiro encontro do Fluminense com o Platense na história da Libertadores.

Maracanã é aliado histórico

E se existe um cenário que combina com a marca de 100 jogos, é o Maracanã. O Fluminense disputou 35 partidas de Libertadores no estádio, acumulando 23 vitórias, sete empates e apenas cinco derrotas.

O retrospecto ainda registra 65 gols marcados e 32 sofridos.

Foi justamente no Maracanã que o clube conquistou sua primeira Libertadores, em 2023. Agora, três anos depois, o estádio volta a receber o Tricolor em uma noite de mata-mata, com a possibilidade de mais uma semifinal na história do clube na competição.

A partida contra o Platense representa, portanto, a celebração de uma trajetória que começou há 55 anos, passou por uma final, chegou ao título inédito e agora busca escrever mais uma página em sua história continental.


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