Fala, jogador – Digão: “Eu sabia que o meu momento ia chegar”

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O zagueiro Digão, um dos mais experientes do elenco tricolor, concedeu entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (16) no CT Carlos Castilho. O atleta comentou sobre o empate com o líder Atlético-MG no Mineirão na última quarta-feira, o bom momento dos zagueiros do elenco, ponderou se o time é ou não candidato ao título brasileiro nesta temporada, entre outros questionamentos.

No sábado (17), o Fluminense encara o Ceará e vai em busca dos três pontos para continuar nas primeiras colocações do torneio e brigar pela liderança. Confira abaixo as resposta de Digão.

 

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Bom momento da zaga tricolor

Eu fico muito feliz de estar podendo jogar e jogar bem, estar ajudando a equipe atrás e as vezes fazendo um golzinho. Eu fico muito feliz também pelos meus companheiros que sempre tem entrado bem e tem dado conta do recado. A gente tem uma amizade muito grande fora de campo também. A gente sempre se encontra, viaja com as famílias, acho que isso reflete muito, independente de quem está jogando a amizade continua a mesma, continua forte. É uma dor de cabeça boa para o professor, ter quatro caras que quando entram dão conta do recado. Eu espero que a gente possa manter esse nível de concentração até o final do campeonato e chegar em fevereiro com o Fluminense lá em cima na tabela.

Comparações entre os elencos de 2009/2010 e o atual e as criticas à Odair Hellmann

É muito difícil comparar um grupo de 2009 com 2020, mas eu acho que estamos tentando criar essa característica que tínhamos em 2009 que era de time de guerreiros, de cada jogo uma batalha, um desafio. A gente encara dessa forma. Temos que levar isso até o final do campeonato. Em relação as criticas, é muito difícil analisar. O torcedor tem todo o direito de criticar o treinador e o jogador quando não tem o resultado. É muito difícil falar sobre isso. Tem que deixar para o presidente, o treinador, o diretor falarem sobre isso. A gente tem que estar focado em entrar em campo e ganhar o jogo.

O Fluminense é candidato ao título brasileiro?

O Fluminense é um time grande. A gente tem que entrar em um campeonato sempre visando o título. Lógico que é muito difícil, o Campeonato Brasileiro na minha opinião é um dos mais difíceis do mundo. Com essa situação da pandemia, eu acho que ficou ainda mais difícil, por conta de não ter torcida. Mas essa camisa é muito pesada, muito grande. É um clube que tá sempre vencendo e temos sempre que olhar para a parte de cima da tabela.

Importância da psicóloga do clube

Ela tem um papel fundamental nessa caminhada. Ela tá sempre ali pra colocar o cara no foco, e esse é um papel muito importante que ela faz com a gente. Muita gente não dá valor, mas ela ta sempre nos treinamentos colocando o cara pra cima, nos trilhos. É um papel fundamental que lá na frente vai fazer diferença.

Eliminado de outras competições, o sarrafo aumenta no Brasileirão?

Sem dúvida a responsabilidade é maior, por estarmos eliminados. Eu não queria ter a semana cheia, eu queria estar na Sula e na Copa do Brasil. O sarrafo aumenta, a gente sabe disso. Vamos trabalhar forte para continuar lá em cima da tabela, buscando atingir os nosso objetivos.

Preparação para o próximo jogo e para continuar com os bons resultados

Esse parte de invencibilidade a gente tem que deixar pra trás. Lógico que é muito bom, estamos na quinta colocação, mas não adianta nada fazer um bom jogo contra o Bahia, contra o líder do campeonato e chegar amanhã no Maracanã de salto alto. Não é isso que a gente quer. Já conversamos bastante no treinamento, sabemos que vai ser um jogo muito difícil. Vai ser um jogo extremamente competitivo, e temos que superar tudo. Temos que entrar focados para conseguirmos um bom resultado dentro de casa.

Momento de Muriel

O Muriel é um líder pra gente. Ele nos ajudou muito na final da Taça Rio. Acho que todos os atletas passam por momentos bons e ruins, e ele é um cara muito pra cima, sabe superar os momentos ruins, sabe como é a posição de goleiro. É um cara muito cabeça boa, muito tranquilo, que sabe lidar com pressão, tanto que fez um ótimo jogo contra o Atlético. Eu sou suspeito pra falar dele. Nossas famílias são muito próximas, a gente viver se econtrando, é um cara super do bem. Tem uma energia boa demais. Torço muito por ele. Espero que ele continue nos ajudando com aquelas defesas milagrosas dele, que assim a gente vai chegar bem lá em fevereiro.

Como o treinador conduz a preleção

Ele sempre é muito transparente. Ele mostra porque o cara vai continuar jogando. Essa transparência dele nos dá uma tranquilidade, de o cara continuar trabalhando sabendo que a qualquer momento ele vai poder voltar. O cara tem que estar na ponta dos cascos, mesmo estando de fora. Quando eu fiquei de fora, eu fiquei chateado, porque todo jogador quer jogar, mas eu entendi que o Luccas estava voando. Eu sabia que o meu momento ia chegar. Era só continuar trabalhando, sem trairagem. É continuar trabalhando pra manter a boa sequência. Tá todo mundo na ponta dos cascos e isso é muito bom para o treinador e para o Fluminense. É manter essa pegada até o final do campeonato.

 


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