Diniz reclama do tempo de acréscimo e da expulsão do Marcelo: “Estava driblando e não tinha outro lugar para colocar o pé”
O Fluminense empatou com o Argentino Jrs em 1 a 1 no primeiro jogo das oitavas da Libertadores nesta terça-feira (1), no estádio Diego Armando Maradona. Na coletiva, Diniz reclamou bastante da arbitragem. Para o treinador o lateral Marcelo não deveria ter sido expulso e também não concordou com apenas oito minutos de acréscimo, sendo que a partida teve várias paralisações.
“Vou usar uma metáfora que exemplifica o que eu acho. É a mesma coisa que alguém trafegar uma avenida no sinal verde, passa no meio do carro e a culpa é do motorista. O Marcelo estava driblando e não tinha outro lugar para colocar o pé. Todo mundo ficou consternado com a lesão do jogador, mas é absolutamente absurda a expulsão do Marcelo”, falou Diniz.
“Outra coisa em relação a arbitragem. Ali (na expulsão do Marcelo) parou cinco minutos, depois na expulsão do goleiro mais uns três ou quatro minutos e o juiz deus oito de acréscimo. Aí tem jogo que os caras dão doze, é uma falta de critério. Como da oito minutos de acréscimo em um jogo desses?”, completou Diniz.

Um dos assuntos comentados antes da partida foi em relação ao campo do adversário, que apresenta dimensões menores. Porém Diniz elogiou o estado do gramado, disse que a equipe estava bem preparada e ainda exaltou a torcida rival.
“Tem dois campos no Fluminense e estamos acostumados a treinar num campo parecido. Acho que é um campo que não tem as dimensões oficiais, é menor. Mas estava em boas condições para jogar. Sabíamos o campo que íamos encontrar. A torcida do Argentino Jrs deu um show a parte. É uma equipe muito boa e bem treinada”, disse Diniz.
Outras respostas:
Resultado foi justo?
“Achei que foi justo. Foi um jogo bastante disputado, uma partida que até os 25, 30 minutos o Argentinos foi melhor depois o Fluminense até equilibrou e terminou melhor o primeiro tempo. No segundo tempo fomos superiores, merecemos o empate e se virasse também seria justo.”
Time precisava ter chutado mais após expulsão do goleiro?
“Tem um pouco de mérito da marcação. A gente colocou o Leo Fernández, que é um exímio batedor de falta. Uma das intenções já era aproveitar a falta. Eles procuraram não baixar muito o bloco, fazer uma marcação de linha média e poderíamos ter acelerado um pouco mais e ter jogadores na última linha e poder ter mais condições de bola para chute. Em relação ao começo do jogo, foi muito estudado. Nos primeiros 10 minutos, foi meio truncado, com os dois times marcando alto e tendo que fazer um pouco mais de bola longa. Eles acabaram encaixando melhor o jogo com dois centroavantes e achando o gol numa jogada dessa. Não foi direto, teve um lance de bate-rebate, bola veio para o lado esquerdo, cruzamento e acabou originando o gol. Quando deu uns 25, encaixamos a marcação e começamos a jogar mais nas nossas características, um pouco mais de imposição técnica. A partir daí entramos no jogo e voltamos para o segundo tempo bem melhor do que foi no primeiro.”
