Diniz não vê contratações como solução: “O problema está aqui e a solução está aqui”

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A equipe do Fluminense foi superada nesta terça-feira (11) no clássico contra o Botafogo pelo placar de 1 a 0, em partida válida pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Após o fim de jogo o técnico Fernando Diniz concedeu entrevista coletiva e comentou sobre o resultado, necessidades de mudanças no esquema tático, necessidade de contratações, gramado sintético e fragilidade com bola aérea.

Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC

Treinador foi perguntado inicialmente sobre sua análise geral do desempenho do Flu dentro da partida. Fernando reconheceu a superioridade do Botafogo no jogo, afirmando que os adversários poderiam, inclusive, “ganhar até de mais gols”.

“O botafogo jogou melhor que a gente, mereceu ganhar até de mais gols, análise contundente e fria do jogo é essa. Tiveram muito mais volume, correram mais e mereceram a vitória. Em relação ao gol, acho que tivemos uma baixada de ânimo, o time no segundo tempo voltou melhor, foi o único momento que tivemos lucidez pra jogar até, tomar o gol. No único momento que a partida estava equilibrada a gente acabou tomando o gol. Não teve surpresas táticas no jogo, a gente sabia que eles iam jogar com atletas rápidos e altos na frente. Foi um erro coletivo, e é isso.”

Diniz foi questionado sobre como reinventar o desempenho de sua equipe em relação aos anos anteriores, tendo em comparação o futebol tático apresentado em 2022 e 2023, que foi alvo de elogios em diversas instâncias. O técnico foi contundente em afirmar que sua preocupação é em “fazer o Fluminense jogar o melhor futebol possível”.

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“Sua pergunta é ótima e muito pertinente. Obviamente os times nos estudam, mas o que mais me preocupa hoje é a falta de condição de fazer o melhor que a gente pode. Então não é muito do que tá acontecendo com os adversários, o Botafogo jogou bem, mas o que é minha maior preocupação agora é fazer o Fluminense jogar o melhor futebol possível. E aí você vai avaliar aquilo que você tem que reformular mediante aquilo que você pode, e a gente não tá fazendo o melhor que pode. A gente em alguns momentos de melhora na temporada, mas ainda longe daquilo que fez em 22 e 23. Só que não tá faltando trabalho de maneira nenhuma. Eu tenho muita confiança que as coisas vão acontecer, e momentos como esse de baixa é momento da gente melhorar, estamos devendo pro torcedor. A gente pode fazer mais e pode fazer melhor em todas as fases do jogo, a gente precisa e acredito que vai melhorar sim.”

Houve uma pergunta também sobre a grama sintética e se o Fluminense teria pedido para treinar nessas condições. O comandante Tricolor se mostrou crítico ao gramado, mas não o atribuiu ao resultado.

“Não  é antes da partida que a gente se adapta. O campo não é desculpa, eu sou terminantemente jogar em sintético por que é outro jogo, é mesma coisa que jogar na altitude, muda a partida. Mas hoje não é dia de falar disso, a gente podia ter jogado muito melhor independente do gramado”

Foi citado o número de gols sofridos por bolas aéreas, algo que tornou a acontecer no clássico desta terça. Diniz afirmou que o Fluminense treina constantemente a jogada, e que o gol sofrido contra o Botafogo foi um “erro coletivo”.

“Temos treinado e muito! Infelizmente sofremos (gol de bola aérea), por que a gente poderia ter tomado gol de diversas outras formas, como o Botafogo teve outras maneiras, principalmente de transição e na bola longa. Bola parada a gente treinou sistematicamente, e foi mais uma que a gente levou, falha coletiva.”

Perguntado sobre o setor que mais necessita melhora, Fernando Diniz puxou para si a responsabilidade dos resultados, afirmando que o grupo como um todo”está devendo”

“Eu acho que não dá pra dividir os sistemas. Todos os jogadores precisam se doar pra defender bem e atacar bem. A gente tá devendo e precisa melhorar, não tem desculpa. Hoje não foi a mesma coisa contra a Juventude, contra o Red Bull. Hoje foi parecido contra o Corinthians, foi bem abaixo, só o Botafogo teve chances de ganhar. Se você pegar os seis meses de uma maneira geral, a gente pode fazer muito melhor. Não é defesa, meio de campo, ataque, se tiver que apontar pra um tem que apontar pra mim, a responsabilidade é minha, eu sou o treinador do time, tô aqui há dois anos e sei que tem que melhorar”

Por fim, discutiu-se sobre a necessidade de reforços para temporada, em uma eventual busca de melhorar o desempenho do Time de Guerreiros. O treinador preferiu colocar a questão além, dizendo que o problema está além das peças do elenco.

“A gente pode até contratar jogador, o elenco nunca tá fechado. Só que o problema não é contratação, o problema tá aqui e a solução tá aqui. O problema é maior que contração, Fluminense não é isso. Os jogadores são os mesmos que em 2022 ficaram em terceiro, ano passado ganhou dois títulos e ganhou um esse ano. Eles são extremamente capazes de melhorar e produzir muito, então acredito em quem a gente tem aqui.”

O Fluminense volta a campo no próximo sábado (15) para enfrentar o Atlético-GO, em jogo do Brasileirão, no Maracanã às 21h.


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