Caso envolvendo ex-jogador do Fluminense termina com punição e multa de R$ 20 mil
Um ex-jogador revelado pelas categorias de base do Fluminense foi suspenso por 360 dias do exercício da função de treinador após ser condenado pelo uso de uma licença falsa para trabalhar no futebol. A decisão foi tomada nesta terça-feira (3) pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC), que também determinou o pagamento de uma multa de R$ 20 mil.
O condenado é Diego Souza, ex-meia que encerrou a carreira como jogador e estava à frente da equipe do Joinville. A punição foi aprovada por unanimidade, em votação de três votos a zero.
Como já havia cumprido 20 dias de suspensão preventiva, o profissional ainda terá de cumprir outros 340 dias afastado das atividades como treinador. O prazo para o pagamento da multa é de 15 dias.
A condenação está relacionada a um esquema de comercialização de diplomas falsificados para treinadores de futebol. Os documentos eram fornecidos pelo ex-jogador argentino Alejandro Mancuso, que se apresentava como diretor internacional da Associação de Técnicos do Futebol Argentino (ATFA), embora sua atuação nessa condição fosse questionada no caso investigado.
O caso já havia provocado o cancelamento do registro de Diego Souza no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, em outubro, quando a entidade iniciou uma apuração sobre a utilização de licenças emitidas pela associação argentina. Na ocasião, o ex-jogador afirmou que acreditava na legitimidade do documento adquirido em 2023. Segundo relato publicado pelo UOL, ele teria recebido de Alejandro Mancuso a garantia de que a certificação permitiria trabalhar como treinador em qualquer clube do mundo, sem a necessidade de realizar uma formação convencional.
O esquema investigado envolvia a oferta de licenças da Associação de Técnicos do Futebol Argentino (ATFA) mediante pagamentos que, segundo informações divulgadas pelo UOL, chegavam a R$ 100 mil. A entidade argentina informou que Diego Souza não possuía licença homologada pela Conmebol, requisito para o reconhecimento de uma certificação estrangeira no Brasil. Na época, o Joinville também anunciou que avaliava os procedimentos de registro do treinador e as possíveis medidas administrativas e jurídicas relacionadas ao caso.
