APLAUDIR DE PÉ

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APLAUDIR DE PÉ (MARIO NETO)

Depois de muitos reveses, estou de volta para os meus leitores e também para os meus críticos. Neste período ausente o Fluminense termina o primeiro turno num inacreditável terceiro lugar na tabela, aliás com muita justiça por sinal e por pouco não “beliscou” a vice-liderança no turno, jogando um futebol bonito e, por que não, de resultado “aplaudido de pé”, quase que por unanimidade. Surpreendente, inacreditável sim senhores. Nem os tricolores mais otimistas que agora “cantam de galo” dizendo que já sabiam, esperavam por esta campanha. No máximo um sexto ou sétimo lugar ou a presença na primeira parte da tabela, depois destes 19 jogos, esta é a realidade. Se vai mantê-la no restante do Campeonato Brasileiro ninguém sabe, mas uma coisa está escrita: o Fluminense, desacreditado por 90% dos participantes dos programas desportivos de debates ao vivo em todos os canais e das redes, exibiu um futebol convincente nesta fase do Brasileirão.
O grande responsável por isso foi sem dúvida o Frenando Diniz, que quando foi contratado tomou porrada de tudo quanto é lado. Conta-se nos dedos, se é que tinha alguém, quem concordava com o Presidente Mario Bittencourt com a sua volta às Laranjeiras. Muito por causa da sua primeira passagem pelo clube, quando deixou o time quase na zona do rebaixamento. Eu também tinha minhas dúvidas neste aspecto. No início dessa nova volta ao Fluminense, devido a algumas atuações do time, fiquei animado, pois vi um Fluminense jogando diferente do que eu via com o Abel Braga, muito diferente por sinal e com outras visões de jogo do Fernando Diniz. Em duas ou três partidas fiquei animado, coisa que durou pouco em virtude das derrotas para o Atlético Goianiense no Mario Filho e também para o Coritiba no Paraná, embora o time tenha atuado de forma excelente contra o Atlético Mineiro na vitória incontestável de 5 a 3.
Num piscar de olhos, sem o Luís Henrique até então insubstituível, o Fluminense voltou a jogar um futebol muito perto do ideal. Além dos méritos do no nosso técnico Fernando Diniz, não custa lembrar a recuperação do Samuel Xavier, que se transformou num dos melhores laterais do campeonato e, pasmem, do Caio Paulista, que se adaptou e está dando conta do recado na lateral esquerda, coisa que eu jamais pensei assistir (ainda tenho lá minhas desconfianças). Soma-se a isto tudo a moral que ele deu a outros jogadores, tais como o Martinelli, Nonato, Manoel, Mateus Martins e até o Natan, que voltou a ter interesse no jogo. Outa coisa está diretamente ligada a esta grande campanha: atuações maravilhosas do Jhon Arias, Paulo Henrique Ganso e o Cano, que foram contestadíssimos de forma covarde até há bem pouco tempo. Cansei de ouvir comentários do tipo.: Ganso já era, manda embora. Em relação ao Arias, no mínimo disseram que era outro colombiano enganador. Para que contratar um centro avante de segunda divisão? Pelo jeito o Fluminense está jogando dinheiro pela janela. E agora José? Pois é. Antes que eu me esqueça amanhã tem Copa do Brasil contra o Fortaleza. Dois momentos diferentes, é verdade, mas em partidas eliminatórias todo cuidado é pouco.

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