Presidente do Fluminense se manifesta após discurso sobre bets no STF repercutir; confira
Após a repercussão de seu discurso no Supremo Tribunal Federal (STF), na última terça-feira (3), o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, publicou um esclarecimento nas redes sociais nesta quarta-feira. O dirigente explicou o contexto de sua fala sobre o risco de desemprego no futebol e reforçou que a manifestação não foi uma iniciativa isolada do Tricolor.
Logo no início do pronunciamento, Montenegro destacou que o Fluminense esteve acompanhado de outros 14 clubes da Série B na manifestação realizada no STF. O presidente também explicou que, ao mencionar o desemprego e os clubes menores do Rio de Janeiro, referia-se aos trabalhadores de agremiações com menor capacidade de arrecadação, especialmente os funcionários que ocupam funções mais humildes.
Segundo o dirigente, a defesa apresentada envolve não apenas os empregos, mas também a formação de atletas e o papel social exercido pelos clubes.
Montenegro voltou a explicar que sua principal crítica à Medida Provisória foi a maneira como a restrição às apostas esportivas foi implementada. Para ele, encerrar uma atividade regulamentada sem estabelecer um período de transição provoca consequências econômicas e sociais que poderiam ser evitadas.
Em outro trecho, Montenegro reconheceu a gravidade dos problemas relacionados às apostas, incluindo o endividamento das famílias e os impactos sobre a saúde pública. No entanto, afirmou que sua intenção foi acrescentar ao debate uma preocupação com os trabalhadores que podem ser afetados pela interrupção das receitas.
— Reconheci que os problemas relacionados às apostas, além do drama das famílias endividadas, constituem uma grave questão de saúde pública, com impactos sobre indivíduos e famílias. Minha preocupação foi acrescentar ao debate outra dimensão social: os possíveis impactos sobre os trabalhadores e suas famílias diante de uma interrupção abrupta dessas receitas — escreveu.
Ao finalizar a manifestação, o presidente do Fluminense voltou a defender que a implementação de um período de transição permitiria aos envolvidos se adaptar às novas regras e reduzir os prejuízos.
— Com um período de transição justo, com prazo de adaptação, seria possível evitar ou reduzir muito esses impactos. E foi isso o que defendi ontem — concluiu.

