Marcão explica como diálogo com elenco ajuda a definir estilo do Fluminense
O Fluminense vem buscando encontrar um modelo de jogo que aproveite melhor as características de seu elenco. Após a vitória por 3 a 1 sobre o Corinthians, fora de casa, pelo Campeonato Brasileiro, Marcão explicou que as conversas com os jogadores têm participação direta nas decisões sobre a maneira como o time deve atuar.
O treinador destacou principalmente a experiência de nomes como Hulk, Thiago Silva e Paulo Henrique Ganso. Para Marcão, ouvir atletas que acumulam anos de futebol em alto nível ajuda a encontrar um equilíbrio entre intensidade, controle da partida e velocidade no ataque.
De verdade, é nisso que eu acredito. Se temos jogadores tão grandes no elenco, que viveram tudo, temos a obrigação de escutá-los. Sabemos do que eles não gostam. Não pode ser só eu. A gente dá duas, três situações e vemos de que forma vamos fazer. Ver a identidade do nosso time. O Fluminense consegue jogar em transição toda hora? Temos Hulk, Thiago, Paulo… jogadores acima da idade média do futebol brasileiro. Temos que achar um meio termo para que fique confortável para eles sem deixar de ser incisivo, forte. Achamos juntos a identidade de um time mais próximo, controlando as ações. Quando precisávamos de velocidade, acionamos nossos extremos e foi isso que construímos ao longo da semana.
A vitória na Neo Química Arena serviu como exemplo da proposta citada pelo técnico. O Tricolor conseguiu controlar diferentes momentos da partida e, quando necessário, utilizou a velocidade dos jogadores pelos lados para acelerar as ações ofensivas.
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Além do resultado, o triunfo também encerrou o jejum de cinco meses do Fluminense como visitante no Brasileirão e deu ao time mais confiança para a sequência da temporada.
Agora, Marcão terá um período maior de preparação antes dos próximos compromissos. Entre eles está o confronto com o Palmeiras pela semifinal da Libertadores, em uma disputa que exigirá do Fluminense diferentes alternativas durante os jogos.
A busca por esse equilíbrio entre controle e agressividade passa justamente pela tentativa de aproveitar o que cada jogador pode oferecer dentro do modelo definido pela comissão técnica.
