Hulk responde a vaias no Fluminense, assume cobrança e defende Zubeldía: “O culpado não é só o treinador”
Alvo de protestos após o empate sem gols contra o Independiente Rivadavia, atacante pede união do elenco, entende impaciência da torcida e garante empenho para dar a volta por cima.
Novamente vaiado pelos torcedores no Maracanã, o atacante Hulk parou na zona mista após o empate em 0 a 0 entre Fluminense e Independiente Rivadavia, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores. O camisa 7 compreendeu a insatisfação da arquibancada com a sequência sem vitórias, mas descartou qualquer desânimo e assegurou que o grupo precisa se fechar para buscar a classificação na Argentina.
— Eu entendo a cobrança da torcida, que é natural. O pessoal quer resultado imediato, quer ver gol, grandes exibições. Eu venho preparado para entregar isso, mas infelizmente ainda não consegui encontrar essa leveza. Não é motivo para eu desanimar ou largar a toalha. Sei que a cobrança é pelo nome e pelo peso que tenho. Desistir não está no processo — declarou.
Cobranças ao Zubeldía
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Questionado sobre os protestos direcionados também ao técnico Luis Zubeldía, Hulk fez questão de isentar o comandante pelo momento do time. Para o atacante, a responsabilidade pelas atuações abaixo do esperado deve ser compartilhada principalmente pelos atletas.
— Quando o resultado não vem, o trabalho do treinador é o primeiro a ser cobrado. Mas, longe de ele ser o culpado. O futebol é coletivo. Ele escala o que acha melhor durante a semana, mas chega no jogo e às vezes não acontece. A gente sabe que o culpado não é só o treinador, somos nós jogadores que entramos em campo — afirmou o atacante.
Postura do Fluminense
Hulk também comentou as dificuldades do Tricolor para furar o bloqueio defensivo do adversário argentino e rebatutou que o time tenha sido passivo no primeiro tempo.
— O Fluminense é um time que propõe o jogo, e os adversários vêm aqui para jogar de forma reativa. Tem que ter paciência, porque se tentar acelerar de todo jeito, toma contra-ataque e vai tudo por água abaixo. Quando o resultado não vem, a confiança falta um pouco para achar aquele passe entre as linhas. Agora temos 90 minutos na Argentina para ajustar o que precisa e retornar com a confiança — concluiu.
