SOB A LUZ DO REFLETOR – A Utopia Tricolor

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Que a torcida tricolor é exigente, todos nós já sabemos. Talvez alguns anos sem títulos de expressão nacional tenham aumentado a cobrança ou quem sabe apenas as redes sociais dando “microfone” para qualquer um explanar o que bem entende, ou o que não entende.

O fato é que vivemos numa panela de pressão e isso atrapalha com certeza o trabalho de qualquer um. Outro dia estava lendo que se o técnico do Galo não vencesse o Fla pela Copa do Brasil, na última quarta, ele estaria muito pressionado, ameaçado até de demissão. O cara tinha acabado de ganhar de 2×0 do mesmo Flamengo, pelo campeonato brasileiro. O que queriam? Que ele ganhasse de 5, aí sim ele ficaria sem pressão?

Os tricolores estão assim também. Fazíamos um excelente Carioca, ganhando quase todos os clássicos, quando fomos eliminados da pré libertadores. Abel, pressionado, foi campeão com excelente atuação sobre o rival. Continuou pressionado e acabou pedindo o boné. As criticas eram que o jogo era feio, por uma bola, com chutões para frente, sempre muito recuado e etc…. Veio o Diniz. Logo seu estilo foi aparecendo, de saída de bola no chão, aproximação, posse de bola, pressão alta e ……erros na recomposição que precisam ser diminuídos.

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Os torcedores continuam não gostando. Agora não basta mais vencer, tem que vencer de muito e jogando bem. O trauma do estilo Diniz é tanto que não admitem mais que o adversário chegue na nossa área, porque será um erro do Diniz, como se do outro lado não houvesse ninguém querendo fazer gol na gente também.  Na última coluna do colega aqui do site, Mario Neto, ele comenta sobre a exigência dos tricolores, antes do jogo contra o Cruzeiro, de não só vencer, mas de golear. Acho que o Fluminense virou o Real Madrid e os adversários o Álaves, Levante ou algo do gênero.

As analises de quem não gostava do Abel eram fortes, a ponto de muitos parecerem torcer contra o time. O mesmo acontece com Diniz. Basta um obstáculo, um jogo mal jogado, um erro de posicionamento que os xingamentos e desejos de ve-lo fora do Fluminense ecoam. São as redes sociais dando a mesma voz, do mais apaixonado e ignorante torcedor ao torcedor mais entendido de futebol. Temos de tudo, é óbvio, e todos fazem barulho.

Falando um pouco do jogo de ontem, quando o Fluminense amassou o Cruzeiro, tendo 29 finalizações, gol anulado polêmico, diversas chances perdidas e 5 finalizações do adversário, é nítido a evolução do time. Até o mais desconfiado e critico do Diniz, não consegue discordar que é muito mais prazeroso ver esse Fluminense jogar do que os anteriores, com outros treinadores. Passes curtos, rápidos, infiltrações, tabelas, marcação pressão. Muita intensidade e sim, alguns espaços deixados atrás. Não dá para ter tudo. É uma utopia achar que vai marcar lá em cima, atacar com 6, 7 jogadores e não correr riscos. É uma utopia achar que vai dar de 3 no Cruzeiro e eles não vão dar um chute no nosso gol.

A questão do Fluminense hoje é reduzir ao máximo esses riscos e efetivar 1/3 das chances de gols claras. A primeira missão é com Diniz e a segunda depende da qualidade técnica dos jogadores. Ontem, por exemplo, aos 44 min do segundo tempo, o Cruzeiro teve uma chance dentro da grande área. Vejam na imagem que tínhamos 6 cercando 2 jogadores deles, e mesmo assim teve a conclusão que passou por cima do travessão. A recomposição foi lenta? Não foi. Faltou a marcação está mais próxima para evitar o chute. Ai meus amigos, não há técnico que resolva.

 

Como disse na última coluna, quando o Flu ganhava os Dinizetes davam o mérito para ele. Quando perdia era culpa dos jogadores. Continuo com esse pensamento, de que ele é o comandante e deve assumir toda a responsabilidade, mas conseguimos enxergar o que ele pode fazer a respeito das falhas e o que os atletas devem assumir. Se a recomposição está bem feita, mas o Nino marca  3 metros afastado do atacante que consegue chutar, fica difícil culpar o técnico.

Seria importante que nossa torcida, na sua maioria, entendesse mais sobre isso e apoiasse um jogo diferente, de um técnico diferente, que ainda não ganhou nada, mas tem claro potencial para.

Toque Curto:

  • Confronto para ganhar lá também. Os caras vão ter que sair e para gente será muito bom.
  • Mais uma vez o VAR dá impedimento milimétrico, confiando em alguém com mouse na mão traçando linhas. Ao invés do bandeirinha errar, agora a gente fica a mercê de um traçador de linhas. É óbvio que essa regra precisa de uma margem de erro. Ou engrossam as linhas e se estiverem se tocando é gol, ou joga 50cm de margem. A vantagem milimétrica não existe. Antigamente a recomendação era: Na dúvida da o gol. Agora parece o contrário: Se achar um milímetro, não dá o gol.
  • Samuel Xavier vem melhorando muito suas atuações. Tomara que continue assim.
  • Caio Paulista pode dar certo na lateral esquerda. Precisa ganhar mais noções defensivas.
  • Importantíssimo vencer o Botafogo domingo.

SDT

 


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6 thoughts on “SOB A LUZ DO REFLETOR – A Utopia Tricolor

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