OBRIGADO, SOBRENATUAL DE ALMEIDA! (MARIO NETO)
A virada espetacular, histórica, do Fluminense contra o Grêmio, não só tirou o Tricolor da última colocação do Brasileirão como também contribuiu muito para a crise não se instalar lá pelos lados das Laranjeiras. Não tenho dúvida nenhuma de que se a partida tivesse o destino final do inicio, ou seja, com o Grêmio fazendo o que queria em campo, a esta altura a posição do Fernando Diniz seria quase que insustentável no comando do Fluminense. O que li na Internet depois que o Grêmio fez o terceiro gol em menos de vinte e cinco minutos, não esta no gibi. Aí então começou o grande milagre Tricolor, com a presença importantíssima, inestimável e decisiva do grande SOBRENATURAL DE ALMEIDA! No primeiro ataque trabalhado o Fluminense fez seu primeiro gol aos 32 minutos, numa jogada em que o Luciano errou o chute, mas o Yanez Gonzalez estava no lugar certo na hora certa e deu inicio à reação.
No minuto seguinte, o sobrenatural de Almeida voltou a agir de maneira eficaz: o Júlio Cesar errou um domínio de bola infantil, foi tentar driblar o Luciano e o final todos sabem. O Grêmio, que até então tinha o jogo sob controle, já se achando, justamente, com os três pontos garantidos, perdeu-se na partida. Mas a contribuição decisiva, em todos os sentidos, do personagem de Nelson Rodrigues deu-se no intervalo: a contusão do Airton obrigou Fernando Diniz a mexer no time, colocando o Daniel em seu lugar. Não que ele tenha sido o fator de desequilíbrio na virada, mas só o fato dele, Daniel, jogar mais avançado, e ter melhor preparo físico , foi muito importante. Na fase final até os trinta e cinco minutos foi um “passeio” do Fluminense, e se não fosse a grande atuação do goleiro gremista, nesta fase o Fluminense teria feito pelo menos mais dois gols.
Lições desta virada histórica: a primeira delas, é o óbvio ululante do meu tio. Ayrton e Bruno Silva no momento não podem atuar juntos, a condição física e técnica dos dois não permite isto. Tudo indica, segundo as suas declarações após a partida, que Fernando Diniz finalmente chegou a esta conclusão tão óbvia. A segunda lição é que está mais do que na hora do Pedro começar jogando. Se não aguentar o tempo todo, aí sim deve ser substituído, e a terceira é que não vejo futebol no Guilherme, longe disso, que assim que chegou Diniz o colocou como titular absoluto. Vamos devagar que o santo é de barro, e nem sempre o Sobrenatural de Almeida, estará “disponível”. Sábado contra o Botafogo, é uma outra história, mesmo porque nada garante que o Fluminense repetirá o segundo tempo que fez contra o Grêmio, muito pelo contrário. Nem com a sua torcida o Fluminense pode contar, já que tem sido uma DECEPÇÃO nos últimos anos, exceção feita àquela que coloca as bandeiras do Flu nas cadeiras antes dos jogos.
ST
