O JOGO DA TEMPORADA (MARIO NETO)

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O JOGO DA TEMPORADA (MARIO NETO)

Não tenho a menor dúvida em afirmar que até o final deste campeonato, a partida contra o Bahia logo mais será a mais importante e a mais complicada do que todos os jogos que nos restam até o final da temporada, e que pode nos garantir, quem diria, a vaga (noventa e nove por cento) para a Libertadores da América. Podem me perguntar, por exemplo, quanto a partida contra o Atlético Mineiro quarta feira semana que vem? Sinceramente em princípio acho que é muito mais provável uma vitória neste caso do que hoje na Fonte Nova. A defesa do “Galo” vem falhando constantemente. Não tenho receio, ao contrário de logo mais, em que pese a diferença de pontos que nos separam do Bahia por várias razões. A primeira delas e mais evidente é que o nosso adversário precisa de qualquer maneira dos três pontos para respirar na tabela, fugir da zona do rebaixamento pelo menos por hora. O que pode nos dificultar mais
Mesmo sem torcida tudo nos levar a crer que eles vêm com tudo para cima de nós. Resta-nos segurar os primeiros vinte ou trinta minutos iniciais de qualquer maneira, mesmo que seja na base do se Deus quiser e com muita ajuda do Gravatinha. Tudo indica que o Marcão manterá o time que fez o nosso melhor primeiro tempo do campeonato, no que faz muito bem. Defendo neste caso especifico a permanência do Hudson (queiram ou não), Nenê e principalmente do Fred, que numa partida como esta a experiência vale demais e pode ser decisiva.
Há muitos tricolores nas redes sociais colocando a torto e a direito que está na hora de” subir” os garotos, dos aspirantes e do sub 20, para a equipe de cima. Discordo em gênero número e grau. Nosso aspirante durante o campeonato da categoria foi um desastre total. No caso do sub-20 (outra decepção), quem poderia subir já o fez, como o Martinelli o Callegari e o André. Quem sabe o Samuel? Resta-nos depositar grandes expectativas com toda razão no nosso sub 17. Esta sim, tem ótimos garotos com imensas chances de “vingarem”. Porém todo cuidado é pouco, como vimos na final da Copa do Brasil. Por enquanto são apenas excelentes projetos de grandes jogadores como é o caso do lateral Jefte, os meios de campo Arthur, Alexander, Metinho, Matheus Martins e o centro avante João Neto.
Agora querê-los (todos) “imediatamente”, fazendo parte entre os titulares, vai uma diferença brutal, uma precipitação descomunal. É melhor lançá-los aos poucos. Por exemplo, no próximo campeonato carioca. Não custa lembrar aos mais novos que já queimamos várias boas gerações no passado, como aconteceu com aquela do Silvio, Franklin e Donizete entre outros, que no ano seguinte foram às finais do Brasileirão no Bragantino. Calma então pessoal. Devagar se vai ao longe, como diz o ditado, embora eu pense o oposto. Não tem como comparar a nossa situação com a geração palmeirense Gabriel Menino, Patrick de Paula, Danilo, Wesley e outros. Não são farinhas do mesmo saco. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Para terminar: na última entrevista pós jogo contra o Goiás, Marcão foi sensato, podem acreditar.
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