Mário Bittencourt faz críticas ao modelo de distribuição de receitas no futebol brasileiro: “hoje faz com que nosso maior rival receba R$ 170 milhões de reais de pay-per-view e o Fluminense R$ 15 milhões”

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Presidente do Fluminense, Mário Bittencourt criticou o atual modelo de distribuição de receitas do futebol brasileiro. Em entrevista exclusiva ao Saudações Tricolor, o candidato à reeleição fez um balanço das fontes de receitas atual e disse que a única forma de aumentá-las é através de uma liga de clubes. Por outro lado, teceu críticas a atual proposta da Libra.

“O Fluminense não faz parte da Libra, o Fluminense faz parte da Fortes do Futebol. A Libra tem outros clubes como Palmeiras, Flamengo, Corinthians e defende uma divisão, acredite você ou não, semelhante ou pior do que a gente tem hoje. Os clubes do lado de cá defende uma divisão mais igualitária aonde primeiro não ganhe mais do que 3,6 vezes o último. O nosso modelo é semelhante ao que existe na Europa, mais especificamente o da Liga Espanhola que ainda não melhor. A melhor é a Liga Inglesa. Mas a gente acredita que já seria importante para diminuir o quadro de igualdade que hoje é de 9 vezes, não é 9%, é 9 vezes. Então o primeiro colocado ganha 900% a mais que o último”, disse o presidente

O mandatário continuou a resposta explicando a proposta da “Forte Futebol” da qual fazem parte parte  América-MG, Atlético-MG. Atlético-GO, Athletico, Avaí, Brusque, Ceará, Chapecoense, Coritiba, CRB, Criciúma, CSA, Cuiabá, Fortaleza, Goiás, Internacional, Juventude, Londrina, Náutico, Operário, Sampaio Côrrea, Sport, Tombense e Vila Nova.

Em defesa do Forte Futebol

“(A proposta) é aumentar a parte igualitária e criar critérios mais fidedignos, excluindo o critério antigo de quantidade de torcida por pesquisa. É um critério que a gente não acredita e acredita em um critério mais comercial. Ou seja, de quem vende mais camisa e nisso o Fluminense não é 9 vezes menor que ninguém, posso afirmar para você. A gente está entre os seis maiores clubes de vendas comerciais do Brasil. Então é muito importante que a gente consiga colocar a nossa proposta comercial de pé que é diminuir a divisão de dinheiro que hoje faz com que o nosso maior rival, por exemplo, receba R$ 170 milhões de reais de pay-per-view e a gente receba R$ 15 milhões”, completou

Mário Bittencourt reforçou o Fluminense é um líder neste debate e espera que os demais clubes entendam a importância de um Campeonato com divisões mais equilibradas de receitas.

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“Um dado importante. As ligas aonde tem a melhor distribuição de receita é aonde tem o melhor investimento. Aonde se distribui melhor se investe mais porque tem mais clubes com chances de ser campeão”, disse o presidente.

Mário Bittencour faz balanço das receitas do Fluminense

“Na verdade a gente tem que se preocupar com o aumento das receitas que a gente tem. Um clube de futebol tem as seguintes receitas: televisão, venda de jogador, patrocínios, sócio-torcedor e bilheteria. O que a gente precisa é o que a gente vem fazendo nesses três anos e meio e buscando o aumento das receitas”, análisou Bittencourt.

O mandatário então fez um balanço destas fontes de receita, em particular ao longo de 2022.

“A gente aumentou bem os contratos comerciais. A gente tinha mais ou menos R$ 10 milhões em contratos comerciais e hoje temos R$ 30 milhões. Tinhamos um orçamento de mais ou menos R$ 450 mil de sócio-futebol e subimos para R$ 3 milhões. Começamos a melhorar as nossas performances no campo e nossas premiações foram aumentando. Imagine você que nas gestões passadas que a gente ficou entre 13°, 12° e 14° no Brasileiro, nossas premiações variaram entre R$ 14 e R$ 18 milhões de reais e esse ano nós estamos recebendo uma premiação de R$ 40,5 milhões de reais. A nossa torcida começou a comparecer mais. Nossa média de público passou de 11 mil por jogo em 2019 para 32 mil em 2022. Então as nossas receitas com bilheteria também aumentaram”, afirmou o presidente

Como aumentar as receitas do Fluminense

Na sequência da fala, o dirigente tricolor destacou a importância de uma Liga de Clubes e citou a “Fortes do Futebol” como solução para equilibrar financeiramente o futebol brasileiro.

“O que a gente vai precisar fazer é se manter firme na discussão da Liga de Clubes. A gente lidera é um dos líderes do grupo “Fortes do Futebol”, onde a gente defende uma melhor distribuição das receitas de televisão. Diminuindo a diferença de faturamento que hoje é brutal entre nós e os clubes de maior faturamento do Brasil. Ai, acontecendo isso a gente vai ter um aumento significativo de receita, um salto alto na receita. E aí sim, também, buscar um investidor. A gente está buscador, o investidor é para a gente dar um salto de investimento. Mas para isso é preciso que a casa esteja organizada. É preciso, por exemplo, que exista liga. É preciso, por exemplo, que a gente tenha um bom plano de sócio-futebol, que a gente continue vencendo.

“Porque aí o investidor vem colocar dinheiro colocar em companhia olhando os ativos que ela tem. Então primeiro a gente melhorou os ativos, pretendo melhorar ainda mais os ativos para que o investidor sinta interesse em trazer dinheiro para o Fluminense”, completou.

Assista a entrevista completa no nosso canal no YouTube.

ST


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Lucas Meireles

Jornalista formado pela UFRRJ, apaixonado por esportes e pelas boas histórias.

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