Marcão explica ajustes táticos em vitória do Fluminense e reforça convicção no trabalho: “A gente não pode perder nossa identidade”

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Treinador detalha entrada de Ganso para recuperar posse de bola na etapa final e destaca maturidade do time em momentos de pressão

O Fluminense superou a pressão do Corinthians no segundo tempo e garantiu a vitória fora de casa após ajustes promovidos por Marcão. O treinador explicou que a substituição na segunda etapa buscou retomar o controle do meio de campo e reter a posse para acionar o setor ofensivo, freando o volume dos donos da casa na etapa complementar.

Em análise após o apito final, o comandante tricolor pontuou a leitura necessária para corrigir o posicionamento da equipe e conter o adversário no momento de maior instabilidade da partida.

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— O Corinthians voltou muito bem no segundo tempo. Construindo no nosso e pressionando no terço final. Eles estavam produzindo muito mesmo com nossa equipe organizada. Mas muito tempo perto do nosso gol e era muito risco. A gente perdeu um pouquinho da posse, que é o que a gente vem cobrando. Por isso a gente colocou o Paulo(Ganso). O Lucho fez 45 minutos muito bons, mas a gente entendeu que precisava do Paulo. Ficou um pouco mais próximo do que a gente queria, conseguiu tirar a bola do Corinthians para acionar o Serna e o Canobbio. A gente deu os parabéns para eles lá dentro. Sabia que jogar com essa pressão eles iriam entregar tudo. Os jogadores foram muito comprometidos taticamente e premiados com uma grande vitória — explicou Marcão.

Questionado sobre as recentes oscilações registradas pela equipe em partidas anteriores, a exemplo dos confrontos diante de Vasco e Platense, o técnico valorizou a casca do grupo e ressaltou a capacidade dos atletas experientes em manter o plano tático sob pressão.

— A gente não pode perder nossa identidade, o que temos planejado para os jogos. Hoje você está jogando contra uma bela equipe, com vários jogadores talentosos. Em algum momento do jogo eles vão tomar conta, como foi no jogo contra o Vasco. Fizeram muitas variações, com jogadores que jogam por dentro. E aí precisamos encurtar as linhas e estarmos mais próximos para conseguir se defender para quando tiver a oportunidade, sair a situação do gol. Roubamos a bola por dentro e tivemos a oportunidade de atacar. O mais importante é os jogadores saberem o que estão fazendo nas diferentes fases do jogo, mesmo com o momento sendo do adversário. Sabíamos que o Corinthians vinha jogar, que estava diante do seu torcedor, pressionando para tentar virar… Os jogadores cumpriram nosso plano de jogo de durante a semana e executaram isso muito bem — destacou o treinador.


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