LEONARDO BAGNO – Falando sobre coisa séria

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Os tricolores que decidem o destino do Fluminense.

Tricolores,

Semana que vem, no sábado, ocorrerá a eleição do presidente do Fluminense de maneira antecipada, uma vez que o atual resolveu terminar seu mandato antes do prazo previsto no Estatuto do clube. Mário Bittencourt e Ricardo Tenório disputarão a presidência. Ambos conseguiram montar suas chapas. Marcelo Souto, a terceira via interessada na disputa, não conseguiu sócios suficientes para montar a sua e deixou para um segundo momento a participação no pleito presidencial.

Entra eleição, sai eleição, as pessoas que se envolvem com essa concorrência são as mesmas. Pouquíssimas novas pessoas surgem nesse processo. As que surgem logo se afastam ou são tão poucas que nada conseguem influenciar dentro da vida política do clube, com raríssimas exceções. Esportes Olímpicos, Tricolor de Coração, Flusócio, ex-membros da Vanguarda Tricolor, Democracia Tricolor… Todos nós já ouvimos falar nesses nomes. São sempre as mesmas pessoas contra as quais eu não tenho absolutamente nada. Que isso fique muito claro! Até porque conheço vários tricolores de vários grupos, especialmente por conta dos tempos que meu pai foi diretor de Vôlei feminino, depois cumulando com o masculino e culminando com a posse no cargo de Vice-Presidente de Esportes Amadores, que hoje se chamam Olímpicos. Tenho respeito por todos e todos me tratam com respeito.

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Os pontos que quero fazer ao falar sobre isso são dois, na verdade.

O primeiro é que o Fluminense precisa do restante da sua torcida – a maior parte dela, portanto – dentro do clube ainda que o tricolor nada queira com as instalações que se encontram em Laranjeiras. Enquanto a torcida não entender que tem um papel fundamental na vida do Fluminense, este será capitaneado pelas mesmas pessoas de sempre, numa ciranda eterna. Ciranda esta, inclusive, que cria uma animosidade entre as pessoas quase impossível de gerir. Tricolores contra tricolores, perdendo suas energias uns contra os outros quando poderiam empregá-las a favor da construção de um Fluminense mais forte, diga-se. Basta ver que os candidatos atuais à presidência eram, dois meses atrás, do mesmo grupo político e faziam parte da mesmíssima candidatura!

O restante da torcida, portanto, deixa na mão de cerca de 1.500 tricolores o destino do seu clube do coração, pelo qual deixa de dormir depois de uma noite de derrota inesperada ou de uma vitória épica. De que adianta reclamar das pessoas que lá estão se você sequer teve a oportunidade de participar do processo eletivo? Faz sentido isso? Não seria o caso de se associar e fazer a sua opinião refletir nas urnas no momento da eleição do presidente? Ou, quem sabe, até fazer parte do Conselho Consultivo e expor sua opinião na tribuna?

Os tricolores que faltam participar da escolha do futuro do Fluminense.

Já esses 1.500 tricolores que sempre participam das eleições e, portanto, da vida política do clube não devem ser execrados. É exatamente o contrário. Ruins ou bons, preparados ou não, são os tricolores que se dispuseram a tocar o Fluminense. Errados são eles? Não me parece ser o caso. Eles precisam é de ajuda, de mais tricolores interessados em fazer o Fluminense acontecer. Precisamos de um quadro de sócios numeroso para aumentar a nossa representatividade, espelhando com legitimidade o desejo da torcida como um todo e gerando uma diversidade entre seus componentes salutar para a composição da Presidência, Vice-presidência, Diretoria e Conselhos.

O que me faz chegar no segundo e último ponto, que é mais complexo. Trata-se de um pedido, na verdade. As mesmas pessoas brigam entre si, xingam-se mutuamente, quase chegam às vias de fato e, muitas das vezes, acabam se esquecendo que estão ali pelo Fluminense. O meu pedido, que pode ser romântico e até ingênuo, é que vocês, que estão sempre ao lado do clube, lutando por um Fluminense condizente com a sua grandeza, pensem no Fluminense e somente no Fluminense. Reflitam se o posicionamento que estão tomando é bom para o Fluminense. Se não for, não faz sentido o tomar.

A participação política dentro do clube é o meio para tornar o Fluminense vencedor e gigante como foi na maioria da sua história. Jamais poderá ser o fim em si mesmo. Vocês têm uma responsabilidade gigantesca que é conduzir o destino do maior clube do mundo. Comportem-se, portanto, como tal. Representem o Fluminense como ele deve ser representado. No final das contas, as gestões acabam refletindo o que somos internamente, independentemente de quem esteja sentado na cadeira de presidente.

Saudações Tricolores,

Leonardo Bagno


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2 thoughts on “LEONARDO BAGNO – Falando sobre coisa séria

  • 01/06/2019 em 10:17
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    O tenso é que um dos dos possíveis presidentes é conhecido apenas pelo caso da Portuguesa, trabalhou no grupo anterior, apoio a contratação do Ronaldinho em fim de carreira e ainda que trazer personagens que pensam um futebol de forma antiga. Voltei a ser socio agora não poderei votar, mas tomara que as pessoas que entrarem tenho pensamento de grandeza, mas sem fazer loucura com dinheiro do Flu, pois esta se tornou comum dirigentes utilizando clubes para lavar dinheiro ou enriquecimento ilícito.

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  • 01/06/2019 em 19:49
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    Não podemos esquecer que muitos sócios sequer são tricolores e só pensam no clube social.

    Resposta

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