Futebol profissional & Xerém: a metodologia integrada que caminha pro sucesso

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O Fluminense sempre foi responsável por revelar grandes jogadores para o Brasil e para o mundo. E nos últimos anos vem sobrevivendo por conta de suas categorias de base. Uma análise do Pluri Consultoria mostrou que Xerém foi responsável por 40% das receitas do clube nos últimos 2 anos. Mas o que está por trás do sucesso tricolor?

No nosso quadro “Jogue como uma Garota”, a fisiologista Carolina Dutra, que trabalha na base tricolor, falou sobre a metodologia aplicada em Xerém. Ela trabalha em todas as categorias de base do masculino e relevou que o futebol feminino está começando aos poucos, com as atletas do profissional. A ideia é que num futuro próximo todas as categorias da base feminina sejam acompanhadas. Os dados oferecidos para comissão técnica são extremamente relevantes para uma tomada decisão. E assim evita-se perder um atleta que ainda não maturou-se biologicamente, por exemplo.

Em relação ao futebol masculino, Carolina deu mais detalhes. Ela entrou no clube como estagiária e assumiu a Fisiologia quando seus chefes (Juliano Spineti e Gabriel Nery subiram para o profissional). A relação deles é muito boa e há uma comunicação para integrar o trabalho da base e do profissional, na medida do possível.:

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“Dentro do limite, tentamos fazer a mesma coisa. Até porque temos muito mais atletas do que o profissional. Estamos sempre em contato, sempre tentando fazer a mesma coisa. Usamos as mesmas escalas, como o sono bom ou ruim, por exemplo. É sempre a mesma escala, a mesma linguagem. Se o atleta sobe para o profissional eu mando as avaliações que a gente fez. O contato é direto.”

Carolina citou como ponto de orgulho a criação da Coordenação Metodológica. É um departamento transdisciplinar onde todos falam a mesma língua, onde os profissionais estão no campo, acompanhando e fazendo anotações. Foi realizada uma pesquisa para avaliar a reação da torcida , além de entrevistas com sócios e diretores. E assim se criou o caderno de metodologia do Fluminense. Todos falam a mesma língua, sabem o certo e errado. E sabem onde podem se ajudar.

A fisiologista citou a linguagem como exemplo: “circulação, infiltração, posse”. Eram conceitos que muitos entendiam de forma diferente. E a Coordenação Metodólogica veio para unificar isso, para se falar a mesma coisa. Carolina contou que o caderno leva em conta os valores e estilo de jogo do Flu. E revelou uma reunião com Odair Hellmann, onde o treinador afirmou que “não é o jeito que quero jogar. É o jeito do Fluminense. É uma instituição antes de qualquer treinador”.

A fisiologista completou:

“A torcida gosta de um time com mais posse de bola, com um futebol bonito. Cada treinador tem sua forma, mas todos tem que respeitar o DNA tricolor. Temos nossos valores como meritocracia, criatividade, respeito. A gente tem as fases do jogo, que todos falam a mesma coisa.  Eu sou fisiologista e sei o que a comissão técnica quer com o jogo. Se houver alguma falha, vamos ver o porque. E o clube vai ajudar se identificar um problema. O caderno foi criado junto, sem imposições, com troca de ideias. É um documento para o Fluminense, independente de quem entrar”.

Xerém é o ontem, o hoje – e principalmente, o amanhã. Vem que tem!

ST!

 

 


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