Assim é que se forjam GUERREIROS – A base que orgulha o Brasil

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A base do Fluminense é mundialmente conhecida e reconhecida por revelar grandes talentos. Dos mais recentes – Kayky, Metinho, João Pedro, Martinelli e outros tantos – aos mais antigos – Roger Flores, Carlos Alberto e inúmeros outros (se fosse falar nome a nome, não teria espaço) os “Moleques de Xerém” se notabilizaram mundialmente pelo talento. Mas hoje, a “fábrica” de craques evoluiu mais ainda. Hoje não se formam simplesmente jogadores. Hoje se FORJAM GUERREIROS.

Ontem o que vimos em Édson Passos, no detalhe – pois estava lá -, foi uma equipe com garra, com vontade de vencer o tempo todo e que não desistiu nunca, de nenhuma bola, por mais difícil ou perdida que a mesma parecesse. Guilherme Torres, à beira do campo, era o próprio espírito encarnado do Guerreiro Tricolor. Agitado, mas sem extrapolar para o desespero, o comandante tricolor espelhava a batalha em campo, ou a batalha se espelhava nele. A cada bola, a cada lance, o comandante vibrava e sofria como aquele tricolor de arquibancada mais fiel, mas sem perder o equilíbrio que a função lhe exige. Ou melhor, que ele se exige para exercer tal função.

O time em campo era esse reflexo: aguerrido, batalhador demais; feroz, mas sem ser desleal; organizado, mas sem ser pragmático; e dedicado. Muito. Talvez a palavra dedicação ganhe mais um significado nas mãos de Torres e nos pés de seus comandados, por tudo que estamos tendo o privilégio de assistir. A transmutação de jovens em atletas; de moleques em guerreiros. Como correram. Como lutaram. O goleiro do lado de lá foi o herói do jogo, mesmo tendo tomado 2 gols e contado com a ajuda providencial da trave – que salvou o terceiro, o suficiente para levar aos pênaltis. Mas, como nem só de alegrias se vive e muito menos só de alegrias se forja um Guerreiro… Os deuses do futebol trouxeram mais essa lição aos nossos moleques. E por mais dura que possa parecer, faz parte. E é essencial.

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Mesmo de longe, eu conseguia sentir o clima, a atmosfera do vestiário após o jogo. Era um misto de satisfação por ter quase conseguido com a pimenta ardida da desclassificação, que causava uma tristeza compreensível e, ao mesmo tempo, importante no processo.

Frise-se que ontem trombaram dois dos três melhores times da categoria (o terceiro, no meu modo de ver, é a piazada do Athlético-PR), e, por mais que a equipe do São Paulo tivesse a vantagem de 3 gols, não se abdicaram de jogar, de colocar a bola em jogo, de enfrentar o Flu. Alias, o primeiro jogo foi atípico. Esse 4 x 1 foi fora da curva e, por conta do saldo de gols, acabou eliminando o Flu do Brasileiro Sub-17. Mas mesmo assim, com essa vantagem, jogaram futebol. Claro, não tinham aquela pressa toda na reposição, mas em momento algum apelaram para a cera, para o cai-cai. Parabéns aos meninos de Cotia. Atitudes assim são essenciais na reconstrução do nosso futebol.

Quanto aos nossos Moleques, vida que segue! Faz parte “curtir” a tristeza do quase, pois ela ajuda na evolução. Ainda temos o estadual e, em breve, a Copa do Brasil. Não desanimem. Eu não estou e ninguém da torcida tricolor – em sã consciência – está. Ao contrário. E pelo que eu tive o prazer e o privilégio de assistir ontem, estou mais entusiasmado ainda!

ST

FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC


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