Clubes têm até 5 de outubro para retirar patrocínios de bets das camisas
Os clubes do futebol brasileiro terão até o dia 5 de outubro para retirar das camisas e de outros espaços de publicidade as marcas de casas de apostas. O prazo foi estabelecido pela Medida Provisória publicada pelo governo federal nesta sexta-feira (25), que proíbe a atuação das bets no Brasil. A partir de 6 de outubro, as plataformas deverão tirar sites e aplicativos do ar.
A medida atinge diretamente boa parte dos clubes da Série A. Atualmente, 14 das 20 equipes da elite do futebol brasileiro têm casas de apostas como patrocinadoras principais, incluindo o Fluminense, que estampa a marca da Superbet no espaço máster do uniforme.
Apesar do prazo definido para a retirada das marcas, a MP não detalha como será feito o encerramento dos contratos de patrocínio já firmados entre clubes e empresas do setor. A indefinição envolve acordos que, em muitos casos, possuem duração de mais de uma temporada.
A Superbet, que também patrocina o São Paulo, reuniu sua cúpula após a publicação da MP para discutir os próximos passos, mas ainda não havia tomado uma decisão sobre os contratos com os clubes.
Na sexta-feira, o Fluminense publicou uma nota sobre o assunto e reconheceu a legitimidade do debate sobre as apostas, mas questionou a forma considerada abrupta como a medida foi adotada. Segundo o clube, compromissos financeiros já foram assumidos para este e os próximos anos levando em consideração as receitas dos contratos de patrocínio.
“Um exemplo concreto: as lojas do Fluminense têm seis meses de estoque de camisas com a marca do patrocinador master”, afirmou o clube.
O Fluminense também destacou que as receitas provenientes dos patrocínios ajudam a financiar diferentes áreas do clube, além do futebol profissional, como as categorias de base, o futebol feminino e os esportes olímpicos.

