Zubeldía no Fluminense: os números que marcaram a passagem do técnico pelo Tricolor

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A passagem de Luis Zubeldía pelo Fluminense chegou ao fim nesta quinta-feira (13), após o empate por 0 a 0 com o Independiente Rivadavia, no Maracanã, pela ida das oitavas de final da Conmebol Libertadores. Mais do que os resultados, o encerramento do trabalho também coloca em perspectiva os números acumulados pelo treinador desde sua chegada ao clube.

Considerando o recorte de 56 partidas oficiais, Zubeldía terminou sua passagem pelo Tricolor com 25 vitórias, 18 empates e 13 derrotas. Os números representam um aproveitamento de aproximadamente 55,4% dos pontos disputados, além de uma média de 1,66 ponto por jogo.

A contagem de partidas pode variar de acordo com a base estatística utilizada. O ge, por exemplo, publicou um retrospecto diferente para o treinador. Para esta análise, o recorte adotado é o de 56 jogos oficiais contabilizados pelo Sofascore, evitando misturar partidas com critérios distintos de registro.

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Mais vitórias do que derrotas

Um dos principais números da passagem de Zubeldía é o saldo positivo entre vitórias e derrotas.

Foram 25 triunfos contra 13 derrotas. Ou seja, o treinador venceu quase o dobro das partidas que perdeu. Em termos percentuais, as vitórias representam 44,6% dos jogos, enquanto as derrotas correspondem a 23,2%.

O número que mais chama atenção, entretanto, é o de empates. Foram 18 partidas terminadas em igualdade, o equivalente a 32,1% de todos os compromissos disputados pelo Fluminense no período.

Na prática, o Tricolor deixou de conquistar três pontos em quase um terço dos jogos sob o comando do argentino por causa dos empates. Esse cenário ajuda a explicar por que um retrospecto com 25 vitórias não se transformou em uma campanha mais consistente em todas as competições.

Um início que criou expectativa

A trajetória de Zubeldía nas Laranjeiras começou com números positivos.

Nos primeiros meses, o treinador conseguiu melhorar o desempenho do Fluminense e rapidamente colocou a equipe na briga pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro de 2025. Em novembro daquele ano, após 13 jogos, o argentino acumulava sete vitórias, três empates e três derrotas, com 61,5% de aproveitamento.

O bom desempenho inicial também apareceu especialmente nos jogos disputados no Maracanã.

Em março de 2026, o Fluminense chegou a 20 partidas como mandante desde a chegada do treinador, com 18 vitórias e dois empates, além de 36 gols marcados e apenas oito sofridos. Naquele momento, o aproveitamento em casa era de impressionantes 93,3%.

O desempenho como mandante foi, portanto, um dos pontos fortes da passagem do argentino.

Quarto lugar no Brasileirão foi o melhor resultado

O principal resultado esportivo de Zubeldía pelo Fluminense veio no Campeonato Brasileiro de 2025.

Sob seu comando, o Tricolor terminou a competição na quarta colocação, garantindo uma vaga direta na Libertadores e encerrando o campeonato entre os principais times do país.

O desempenho alimentou a expectativa de que o trabalho poderia ganhar ainda mais força em 2026, especialmente pela permanência do treinador e pela possibilidade de disputar novamente as principais competições nacionais e continentais.

A temporada seguinte, porém, apresentou oscilações maiores.

Taça Guanabara e vice no Carioca

No início de 2026, Zubeldía conquistou a Taça Guanabara, mas não conseguiu transformar a boa campanha inicial em título estadual.

O Fluminense avançou até a decisão do Campeonato Carioca, mas acabou derrotado pelo Flamengo e terminou a competição com o vice-campeonato.

Foi um dos primeiros sinais de que, apesar dos bons números gerais, o trabalho ainda apresentava dificuldades nos momentos decisivos.

Copa do Brasil virou um dos principais pontos de pressão

Se os números gerais mostram um retrospecto positivo, os confrontos eliminatórios contra rivais ajudam a explicar a crescente pressão sobre Zubeldía.

O treinador foi eliminado duas vezes pelo Vasco na Copa do Brasil durante sua passagem pelo Fluminense.

A eliminação mais recente aconteceu justamente nesta temporada. Após empatar o primeiro confronto e não conseguir reverter a situação no jogo de volta, o Tricolor deixou a competição nas oitavas de final.

O desempenho em clássicos decisivos acabou se tornando uma das marcas negativas da passagem do argentino.

Libertadores terminou com sequência negativa

A queda de rendimento ficou ainda mais evidente na reta final do trabalho.

O Fluminense chegou às oitavas de final da Libertadores, mas entrou no mata-mata em um momento de forte instabilidade. Antes do empate com o Independiente Rivadavia, o Tricolor já acumulava uma sequência sem vitórias desde o fim de maio. A equipe chegou ao confronto continental com seis empates e uma derrota no período.

O 0 a 0 no Maracanã foi o último jogo de Zubeldía no comando.

A sequência sem triunfos e o futebol apresentado pela equipe, considerado abaixo das expectativas, acabaram pesando mais do que o retrospecto acumulado ao longo dos meses e levaram a diretoria a optar pela mudança no comando técnico.

Os números de Zubeldía

No recorte de 56 partidas oficiais, a passagem do argentino pode ser resumida da seguinte maneira:

  • 56 jogos
  • 25 vitórias
  • 18 empates
  • 13 derrotas
  • 44,6% de vitórias
  • 32,1% de empates
  • 23,2% de derrotas
  • 1,66 ponto por jogo
  • 55,4% de aproveitamento

Um trabalho que terminou de forma diferente do começo

A passagem de Zubeldía pelo Fluminense deixa, portanto, uma sensação dividida.

O argentino conseguiu levar o clube ao quarto lugar do Brasileirão de 2025, conquistou a Taça Guanabara de 2026 e apresentou números expressivos em determinados períodos, especialmente no Maracanã.

Por outro lado, terminou sem conquistar os principais títulos disputados, perdeu uma final de Carioca para o Flamengo, sofreu duas eliminações para o Vasco na Copa do Brasil e deixou o clube justamente durante uma sequência de resultados negativos.

No fim, os 25 triunfos em 56 jogos mostram que a passagem esteve longe de ser um desastre estatístico. Mas, para um Fluminense que entrou na temporada com ambições de brigar por títulos, os resultados nos momentos decisivos e a queda de desempenho na reta final acabaram falando mais alto.

Agora, o Tricolor seguirá a temporada sob o comando interino de Marcão, enquanto a diretoria procura o substituto de Zubeldía.


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