Mattheus Montenegro avalia semestre do Fluminense, detalha bastidores de adiamento e rechaça rumores de ruptura interna

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Presidente do Tricolor explicou a decisão técnica por trás da mudança de data no clássico, reforçou a parceria com o diretor geral Mário Bittencourt e projetou o segundo semestre com o time vivo nas três principais competições.

Em entrevista concedida ao Setor Sul Podcast, o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, fez um balanço de seus seis primeiros meses à frente da gestão do clube. Fiel ao tom de transparência, o mandatário evitou classificar o semestre como “bom”, justificando que o Fluminense não conquistou o título do Campeonato Carioca, mas ressaltou a importância de o time iniciar a segunda metade do ano classificado para as oitavas de final da Copa Libertadores e da Copa do Brasil, além de figurar na parte de cima da tabela do Campeonato Brasileiro.

Um dos pontos de maior atenção da entrevista ocorreu quando Montenegro detalhou os bastidores do adiamento da partida contra o rival no primeiro semestre . Assumindo a impopularidade da medida perante a torcida, o presidente explicou que a decisão foi pautada estritamente em critérios técnicos e de cotidiano do futebol, sem gerar prejuízos ao Fluminense.

“Recebi uma ligação do Flamengo pedindo essa alteração do jogo e recebi uma ligação da CBF no mesmo sentido. A primeira coisa que fiz foi ligar para o departamento de futebol para saber a opinião deles. O Mário (Bittencourt) estava no CT, em reunião, e todos foram favoráveis à mudança, sob o argumento principal de que não havia nenhum prejuízo ao Fluminense. Teríamos um dia a mais de treino para o clássico”, esclareceu Mattheus, lembrando que alterações de tabela por logística são praxe e que o próprio Fluminense já foi beneficiado por solicitações semelhantes junto à entidade.

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Governabilidade e a relação com Mário Bittencourt

O presidente aproveitou o espaço para desmentir categoricamente os rumores de crise política e de que haveria uma ruptura com Mário Bittencourt em decorrência do episódio. Mattheus reforçou que a estabilidade do ambiente interno é um dos grandes pilares de sustentação do Fluminense atual e explicou como funciona a divisão de atribuições.

“A relação com o Mário é ótima, sempre foi. A única coisa que mudou do ano passado para esse é que sempre debatemos todos os temas e a decisão final agora é minha como presidente. Mas poucas vezes divergimos de forma antagônica”, afirmou.

Montenegro detalhou ainda o papel vital de Mário no organograma tricolor: “A função do Mário hoje é atuar como Diretor Geral do clube, me ajudando no dia a dia. Ele se licenciou do escritório dele e trabalha 100% para o Fluminense. O meu cargo é não remunerado, tenho um escritório para tocar e não consigo ficar o dia inteiro trabalhando nas coisas do clube. O Mário toca todos esses assuntos com os diretores de cada área. É muita fofoca (sobre brigas), e tentamos ficar fechados para não deixar isso interferir na estabilidade do clube”, concluiu.


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