Abel destaca dificuldade do calendário do futebol brasileiro e diz: “Não tem jogo fácil”
O Fluminense, grande campeão Carioca de 2022, fez sua estreia no Brasileirão na tarde de sábado (09/04). Em partida dentro do Maracanã contra o Santos, os comandados de Abel Braga foram superiores, criaram mais oportunidades, mas não conseguiram sair do zero com a equipe paulista. A partir de agora até o final da temporada, o calendário do futebol brasileiro passará a ser um dos grandes adversários das equipes, com o acúmulo de competições.

O calendário do futebol brasileiro é sempre um dos mais corridos do mundo futebolístico. No Brasil, a sequência de jogos se torna sempre um obstáculo à mais para as equipes – principalmente as que disputam mais de uma competição. O Fluminense, terá além do Brasileirão, a Copa do Brasil e a Sul-Americana, isso após a disputa do Carioca. A largada do campeonato nacional de pontos corridos, aliás, marca o início da maior frequência de jogos. Nesse sentido, o técnico Abel Braga foi perguntado sobre o tema em entrevista coletiva pós estreia da equipe no Brasileirão, falou sobre a sequência e elogiou a preparação física do clube:
“É meio complexo. Você vê o número de competições, de jogos. Esse mês está sendo complicado, porque quando é quarta e sábado é muito difícil. Você diz: pô, tem que ter um plantel numeroso, mas nenhum treinador quer trabalhar com um plantel numeroso, porque no fundo você não trabalha bem o grupo inteiro. Feliz é o Fluminense por ter um preparador físico com o Marquinhos, um auxiliar como o Chico. Tenho na comissão Marcão, Ricardo e Leomir, que ajudam muito, mas é aquilo, vai ter sempre problema. Hoje tivemos dois na defesa, coisa que é um pouquinho difícil: Calegari, quando deu 20 e poucos, ele pediu pra sair. Deixei até os 30. Braz também teve um proleminha. Yago também. Vamos ver isso segunda-feira, sem qualquer tipo de melindre”.
“Temos inscritos oito garotos do sub-23, estão treinando muito bem, temos analisado e visto os treinos que têm feito, Cadu tá fazendo uma trabalho muito legal. É esperar, porque vai acontecer (as lesões). Não tem como não acontecer. No jogo passado eram Nino suspenso e Calegari fora. Nesse, o Calegari sentiu um pouquinho, porque é um jogador de puxada de contra-ataque muito boa. Um zagueiro sentiu… Vamos seguindo, até a gente falar: os cabelos vão ficar brancos mesmo. Fluminense tem que colocar 11 em campo. Se não tem 11 no banco, o que é permitido hoje, tem oito, tem sete, seis, não importa. Nós não vamos entregar nada. Quem vai trabalhar mais é a fisiologia. O que é que você quer que eu faça segunda-feira? Depois viajamos sei lá quanto tempo. Depois sai de madrugada pra Cuiabá, treina, depois sábado… Pro Cuiabá também vai ser pesado. Tudo é muito complicado”.
Além do calendário apertado, o equilíbrio das equipes costuma chamar sempre atenção no futebol brasileiro. Contra o Santos, o Tricolor criou muitas chances, mas não conseguiu sair de campo com a vitória. Nessa toada de adversários com diferentes estratégias e impondo suas dificuldades, o Brasileirão se configura como um dos campeonatos nacionais mais difíceis do mundo. Perguntado sobre isso, Abel respondeu:
“A dificuldade vai ser inerente pra qualquer time. No Brasil, não tem jogo fácil, não. Acontece de ter aquele jogo que você em dois minutos, 15, 20 minutos faz dois a zero, e aí tem aquele placar mais dilatado. Aqui é tudo muito igual, trabalhei em Portugal seis anos e meio. Começava o campeonato, e a gente já sabia quem ganhava, dois ou três clubes, no máximo. Joguei e trabalhei na França, também sabíamos, o da moda era o Olympique de Marseille e o Bordeaux, depois surgiu Lyon e PSG, . Aqui, não. Aqui são todos”.
O próximo desafio do Flu será seu segundo jogo na fase de grupos da Sul-Americana. Na Colômbia, o Tricolor visita o Junior Barranquilla em busca de ampliar sua vantagem no grupo H, em partida a ser disputada na quarta-feira. Já no outro sábado, o adversário da vez será o Cuiabá, fora de casa, pela segunda rodada do Brasileirão.
ST,
Rafa Gutierrez
