SOB A LUZ DO REFLETOR – Vencemos a Batalha, Não a Guerra!

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Bom resultado do Fluminense no primeiro jogo do confronto contra o Olímpia, pala vaga na fase de grupos da Libertadores. Apesar de ser superior tecnicamente, com um elenco melhor, o adversário tem história e experiência na competição, além de ser o queridinho do presidente da Conmebol.

Levar dois gols de vantagem para o Paraguai não é ruim, pelo contrário, mas ficou um sentimento que dava para ser melhor.

Flu começou bem e logo abriu o placar após escanteio pela direita, originado de uma boa trama do ataque. Um erro fatal do arqueiro Fábio complicou o primeiro tempo. O time se perdeu com o empate e poderia ter levado a virada, se não fosse o próprio Fábio.

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Na segunda etapa Luís Henrique desequilibrou e o time surfava a onda do gol cedo, com a torcida inflamada.  Por uma entrada desleal do atleta paraguaio, LH teve que sair entrando Arias, que já era para ser titular desse time. Continuamos bem e aumentamos a vantagem com Cano novamente. Ai veio a famosa recuada.

Não que seja errado dar uma recuada e atrair o adversário para aumentar a vantagem em contra ataques. Com 2 de vantagem, é até justo, mas naquele momento estávamos com Bigode e Cano na frente, com Arias podendo ajudar nessa transição. Ai o Abel trocou o Bigode pelo Pineida…..o que já não era o ideal para puxar contra ataque, ficou bem mais difícil. O time se limitou a marcar e mesmo assim correu riscos nas bola aéreas.

Não é difícil entender que na situação que estávamos, com 2 gols a frente e os paraguaios saindo de qualquer maneira, precisávamos de atacantes mais velozes. Concordo com a saída do Bigode, que não tem mais aquela velocidade de outrora, mas era para ter entrado com o Gabriel Teixeira, único no banco que teria velocidade para receber um passe longo nas costas da defesa adiantada do Olímpia. Poderia até reforçar a defesa como fez, mas já tirava o Cano também. Este saiu as 44 do seg tempo para entrar o Ganso, que pouco faria. Primeiro por ter pouquíssimo tempo, segundo porque não era jogo para ele pois só tinha o Arias para ele acionar se pegasse uma bola na sobra…..muito pouco. Fizemos 3 substituições podendo fazer 5.

Abel faz um excelente trabalho, inclusive nesse jogo criamos bastante, perto de outros jogos desse time titular, mas poderia ter elaborado um plano mais eficaz para tentar aumentar a vantagem. Ele mesmo na coletiva, depois do jogo, comentou que poderíamos ser mais eficazes nos contra ataques, mas ele não deu armas para o time faze-lo. A analise é simples: Abel sacou os 3 atacantes e entraram Arias, Pineida e Ganso. Abel não ajudou a aumentar a vantagem, no máximo ajudou a garantir a que tinha.

De qualquer forma, mais uma vitória do Flu e vamos com um vantagem para lá, porém não vai ser fácil. Os caras não vão vender barato e já deu para perceber pelas confusões que rolaram no jogo. Preocupa a condição de torcedor do presidente da Conmebol, com a ausência do VAR. Precisaremos de cabeça e de não jogar dentro da área. Marcar forte e até proteger mais a nossa área é uma coisa, abdicar do jogo é outra. Precisamos ter um plano concreto, com as armas certas, para contra atacar e não sofrer pressão 90 minutos.

Temos time para vencer mais uma, fora de casa. Vencemos a batalha, mas a guerra está aberta.

Toque Curto:

  • Melhora significativa na criação ofensiva, mas ainda sinto falta do Arias no time principal.
  • Fábio falhou feio. A torcida apoiou corretamente e ele mesmo fez grandes defesas depois. Não há motivos para crucificação e nem troca na posição. É o mais indicado para continuar defendendo nosso gol.
  • Mais um show nas arquibancadas, agora no nosso salão de festas. A próxima será na nossa casa, Maracanã!
  • Que gol do LH. Aquele famoso gol de placa. Melhor é que o garoto está tranquilo na hora de finalizar, levantando a cabeça e arrematando certinho. Vai longe!
  • Olho no trio de arbitragem. Com a Conmebol não se brinca.

SDT


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One thought on “SOB A LUZ DO REFLETOR – Vencemos a Batalha, Não a Guerra!

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