“CHOVER NO MOLHADO” (MARIO NETO)

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“CHOVER NO MOLHADO” (MARIO NETO)

Para não fugir à regra, ou seja, da rotina, temos mais uma semana de jogos importantíssimos para o nosso Fluminense. Logo mais, como todo mundo está “careca” de saber, pegamos o Botafogo, ou outro Botafogo diga-se passagem, no Estádio Nilton Santos, pasmem, valendo a liderança do Brasileirão pelo menos até amanhã. Quem pensasse nessa possibilidade no começo deste campeonato seria no mínimo chamado de insano. Em outras épocas, nos anos de 2021 e 2022 por exemplo, eu não teria a menor dúvida em afirmar que seriamos favoritos, porém agora a história é bem diferente. Temos desfalques importantes, Marcelo, Felipe Melo, Alexsander e Keno, que de uma maneira ou de outra pesam na balança, também fisicamente alguns jogadores estão perto do seu limite. O que o Paulo Henrique Ganso e o Arias correram no Fla x Flu não está no gibi.
Soma-se a isso o fato de termos perdido o último jogo para eles no Carioca de 1 a 0, no célebre jogo do pênalti perdido pelo Callegari, que quase gerou uma meia crise, já que foi a causa direta da nossa derrota naquela partida. Quanto ao nosso adversário, mesmo vindo de duas derrotas (depois de um começo surpreendente com cinco vitórias seguidas, contra equipes como o Flamengo, Atlético Mineiro e vai por aí) vem jogando além do esperado, merecendo a posição atual na tabela.
“Chovendo no molhado”, Fernando Diniz ainda não definiu os onze titulares. A única dúvida, segundo os setoristas que fazem o dia do clube, está no ataque, entre o Lelê e o John Kennedy. Este, depois de uma ótima partida na estréia do Brasileiro contra o América, caiu de produção, jogando muito para si, muito individualista. Diferentemente da outras vezes a pressão de poupar ou não diminuiu bastante, embora exista quem pense assim, em virtude do jogo da próxima quinta-feira contra o Strongest da Bolívia em La Paz, a 3600 metros de altitude. Desta vez não vejo necessidade de deixar alguém de fora, mesmo que quase nos seus limites físicos.
Ainda falta quase uma semana para este jogo, no qual os bolivianos são muitos favoritos, contra qualquer um, jogando a 3600 metros de altitude. Dificilmente o Strongest não consegue os nove pontos jogando em casa, nas competições do tipo da Libertadores da América. A comissão técnica tricolor já fez o seu planejamento visando esta partida. O time fica no nível do mar e sobe os 3600m dois antes do jogo, ou seja, na terça feira, para La Paz. Dizem que é a melhor maneira para um jogo nessa condição. Sinceramente não apostaria nisso. O River Plate fez esta mesma estratégia e perdeu de 3 a 1. Um empate lá já seria um motivo para comemoração.
Por último: nada mais ridículo, patético, imbecil, lamentável, do que a participação da arbitragem e do VAR no lance em que Gabigol pisou de propósito no Ganso. Dizer que o jogador do Flamengo pisou sem querer e que ainda tentou tirar o pé é de uma safadeza e de uma má fé sem tamanho. Como não tenho nenhum argumento para duvidar da integridade de todos envolvidos neste episódio, só posso atribuir a eles, a INCAPACIDADE TOTAL e IRREVERSÍVEL de apitar uma partida, no caso o Daronco, independente da divisão, e no VAR. Bem, deixamos para lá, não quero ser processado. Deu para entender.


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