De Xerém pro Mundo: veja os nomes ligados ao Fluminense na pré-lista da Seleção para a Copa de 2026
A suposta pré-lista vazada de possíveis convocados da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 voltou a evidenciar a força de Xerém e a importância do Fluminense na formação de jogadores para o futebol. Entre jogadores que passaram pela base tricolor e ídolos históricos do elenco profissional, diversos nomes ligados ao Flu aparecem como opções do técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti.
A lista reúne jogadores espalhados pelas principais ligas do planeta e reforça uma característica que acompanha o Fluminense há décadas: a capacidade de revelar, desenvolver e potencializar atletas de nível internacional.
Thiago Silva: o “Monstro”
Entre todos os nomes da lista, poucos possuem relação tão forte com o Fluminense quanto Thiago Silva. Revelado nacionalmente pelo clube, o zagueiro iniciou sua história pelo Tricolor entre 2006 e 2008, período em que se transformou em um dos principais defensores do futebol brasileiro.
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Tratado por muitos torcedores como um dos maiores zagueiros da história do clube, Thiago participou da campanha da Libertadores de 2008, uma das mais marcantes da trajetória tricolor. Naquela edição, teve atuações memoráveis contra São Paulo e Boca Juniors, consolidando o apelido de “Monstro” no Maracanã.
Além do vice continental, conquistou a Copa do Brasil de 2007 pelo Flu antes de iniciar uma trajetória gigantesca na Europa, passando por Milan, PSG e Chelsea. Na Europa, levantou uma Série A em 2010 e uma Supercopa da Itália pelo Milan; sete Ligue 1 e diversas copas pelo PSG; uma Liga dos Campeões em 2020-2021, uma Supercopa da UEFA 2021 e uma Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2021 pelo Chelsea. E assim se consolidou como um dos melhores zagueiros do mundo em sua geração, destacando-se por sua liderança e capacidade defensiva.
Por Seleção Brasileira, são 113 jogos e capitania em Copas. Agora ele busca sua quinta participação em Copas do Mundo (2010, 2014, 2018 e 2022). Apesar de não ter aparecido em convocações desde a eliminação para a Croácia em 2022, Ancelotti já disse que não liga para a idade e se estiver bem, pode ser convocado.
Ibañez saiu de Xerém para o futebol italiano
Outra cria recente ligada à pré-lista é o versátil Roger Ibañez. Revelado pelo Fluminense, o defensor subiu ao profissional em 2018 e rapidamente chamou atenção pela combinação entre força física, velocidade e agressividade defensiva.
Mesmo com pouco tempo no elenco principal, o zagueiro despertou interesse europeu após boas atuações no Brasileirão de 2018 e acabou negociado com a Atalanta. Na Itália, ainda jogou pela Roma, onde ganhou projeção internacional antes de seguir para o futebol saudita.
Até hoje, Ibañez mantém relação próxima ao Fluminense, frequentemente reconhecendo a importância do clube em sua formação.
Fabinho e Gerson: As joias de Xerém
Fabinho talvez seja um dos casos mais lembrados pela torcida como talento que saiu cedo demais. Revelado em Xerém, o volante chegou a atuar improvisado como lateral-direito antes de seguir para o futebol europeu ainda muito jovem.
No Monaco e principalmente no Liverpool, se tornou um dos principais volantes do mundo. Pelo clube inglês, foi peça fundamental nas conquistas da Champions League, Premier League e Mundial de Clubes, ganhando enorme reconhecimento internacional.
Outro nome fortemente ligado à base tricolor é Gerson. Considerado uma das maiores revelações de Xerém na década passada, o meio-campista estreou muito jovem no profissional e rapidamente ganhou o apelido de “Coringa” pela versatilidade em campo.
Destaque do Fluminense no Brasileirão de 2015, foi vendido para a Roma como uma das maiores negociações do clube naquele momento. Apesar da forte identificação construída posteriormente com o Flamengo, Gerson ainda é lembrado por muitos torcedores pela origem em Xerém e pelo talento demonstrado desde cedo no Flu.
Luiz Henrique e João Pedro representam a nova geração de Xerém
Entre os atacantes, Luiz Henrique e João Pedro simbolizam a nova safra internacional produzida pelo Fluminense.
Luiz Henrique ganhou destaque entre 2021 e 2022 pelas atuações explosivas no Maracanã, chamando atenção pelos dribles, velocidade e capacidade de decidir partidas. Revelado em Xerém, foi vendido ao Betis como uma das maiores negociações recentes do clube e posteriormente se transferiu para o Botafogo.
Mesmo distante, nunca escondeu o carinho pelo Fluminense e frequentemente demonstra identificação com o clube nas redes sociais e entrevistas.
João Pedro, por sua vez, estreou ainda adolescente no profissional e rapidamente virou uma das grandes joias da base tricolor. O atacante ficou conhecido pela maturidade precoce, movimentação inteligente e facilidade para finalizar.
Antes de seguir para o Watford, marcou gols importantes pelo Flu e deixou enorme expectativa na torcida. Na Inglaterra, evoluiu tecnicamente até alcançar espaço entre os principais atacantes brasileiros da atualidade, o que o levou posteriormente ao Chelsea.
Pedro e Richarlison: caminhos diferentes após o Fluminense
Pedro talvez seja um dos nomes mais emocionais da lista para o torcedor tricolor. Formado em Xerém, o atacante explodiu entre 2017 e 2018, se tornando referência ofensiva da equipe.
Além dos gols importantes no Maracanã, viveu uma recuperação marcante após grave lesão no joelho e foi decisivo na luta contra o rebaixamento em 2018. Na época, chegou a ser comparado a grandes centroavantes históricos do clube.
Sua transferência para a Fiorentina gerou enorme repercussão, mas foi a ida posterior para o Flamengo que aumentou ainda mais o peso emocional envolvendo sua trajetória. Até hoje, Fla-Flus com Pedro carregam clima especial por conta da origem tricolor do atacante.
Richarlison também possui história importante com o Flu. Contratado em 2016, rapidamente se destacou pela intensidade, entrega física e capacidade de atuar em diferentes funções do ataque.
Permaneceu até o fim de 2017 e foi peça importante antes de seguir para o Watford. Posteriormente, construiu trajetória de destaque na Premier League e na Seleção Brasileira, principalmente pelo carisma e forte identificação criada com a camisa amarelinha em Copas recentes.
Hugo Souza e Caio Henrique tiveram rápida passagem pelo Flu
Entre os goleiros, Hugo Souza teve passagem curta pela base tricolor em 2008, antes de seguir caminho em outros clubes do futebol carioca.
Já Caio Henrique viveu uma transformação importante no Fluminense em 2019. Emprestado pelo Atlético de Madrid, chegou inicialmente como volante, mas acabou sendo adaptado como lateral-esquerdo por Fernando Diniz.
A mudança foi fundamental para a evolução de sua carreira. Após grande destaque no Flu, se transferiu para o Monaco, onde se consolidou no futebol europeu.
Xerém segue como marca mundial do Fluminense
A presença de tantos nomes ligados ao Fluminense em uma possível lista de convocados da Seleção reforça o peso internacional construído por Xerém nas últimas décadas.
Entre campeões de Champions League, protagonistas na Premier League, líderes históricos do clube e revelações recentes espalhadas pela Europa, o Tricolor segue demonstrando força na formação de talentos e mantendo viva uma das identidades mais valorizadas por sua torcida: a capacidade de produzir jogadores para o mais alto nível do futebol mundial.
