Zubeldía prioriza manutenção do estilo em busca por reforços: “Poucas contratações, mas todas muito boas”
Técnico do Fluminense explica demora para chegada de novo centroavante e detalha que alvo precisa se adaptar ao funcionamento da equipe, e não o contrário.
A vitória no clássico contra o Botafogo trouxe tranquilidade para a tabela, mas o assunto nos bastidores do Fluminense continua sendo o mercado. Após o 1 a 0 no Maracanã, o técnico Luis Zubeldía deixou claro que a busca por reforços — especialmente um centroavante — segue um critério rigoroso: a preservação da identidade do time.
Para o treinador argentino, o sucesso da equipe em 2026 não passa por uma reformulação drástica, mas por tiros certeiros no mercado. Ao comentar a movimentação da diretoria, Zubeldía enfatizou que prefere um elenco enxuto e qualificado a trazer jogadores que não dialoguem com sua filosofia tática.
— As contratações sempre foram para melhorar o elenco. A ideia é que estejamos trabalhando sempre. Nos reunimos, vimos muitos jogadores… Foram poucas contratações, mas todas muito boas. Não quero mudar o estilo da equipe — sentenciou o comandante.
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O perfil do “Camisa 9” ideal
A maior lacuna no elenco, segundo a análise externa, é a de um centroavante para revezar com Germán Cano e John Kennedy. Zubeldía admitiu a procura, mas ressaltou as dificuldades de encontrar a “peça de engrenagem” perfeita num mercado inflacionado e complexo.
— Estamos tratando da melhor posição. Para chegar, não depende só do que eu quero, mas também da outra parte. Com muita consciência estamos trabalhando, preciso de alguém que se encaixe no que eu faço. Creio que os argumentos tenham que ser em cima do que precisamos — explicou.
Enquanto o reforço não chega, o treinador valorizou as opções caseiras. Ele destacou a evolução de John Kennedy, que foi titular no clássico:
— O John Kennedy é um atacante muito dinâmico, está muito maduro. E temos o Cano, que espero que tenhamos logo.
Base mantida como trunfo
Mais do que quem chega, Zubeldía celebrou quem ficou. Para o técnico, a capacidade do Fluminense de segurar sua espinha dorsal, somada a reforços pontuais já adaptados (citando Soteldo, Santi Moreno e Ignácio), coloca o Tricolor em condições de igualdade na briga por títulos, mesmo contra rivais de maior poderio financeiro.
— A diretoria manteve uma boa base de jogadores. Esse conhecimento pode ser um argumento para que continuemos dando prova positiva. Creio que temos um elenco para brigar, seja em casa ou fora. Em junho, vamos ver como está a equipe e em dezembro veremos a verdade — finalizou.
O Fluminense volta a campo contra o Bangu, e a promessa de Zubeldía é manter a seriedade, sem poupar esforços, independentemente de quem estiver em campo: “Sempre que jogar o Fluminense a gente quer ganhar. Não existe equipe reserva
