Futebol feminino: Fluminense profissionaliza atletas e passa a treinar em CT mais estruturado
O futebol feminino do Fluminense evoluiu em 2026. A diretoria tricolor profissionalizou todas as atletas da equipe principal, assinando a carteira de trabalho e garantindo todos os direitos e benefícios previstos nos contratos empregatícios.
Além da profissionalização de todas as 29 atletas do elenco atual, o Flu também efetuou mudanças para a estrutura de treinamento. A estabilidade financeira do clube permitiu com que o Time de Guerreiras deixasse de treinar em Xerém e passasse a realizar as atividades no CEFAN, da Marinha. O espaço das Forças Armadas deixou de abrigar a equipe feminina do Flamengo em março de 2025, fazendo com que fosse possível a mudança do Fluminense para treinar no local.
A dirigente do futebol feminino do Tricolor, Amanda Storck, destacou o desenvolvimento da modalidade e comentou sobre como a margem financeira do clube contribui para a evolução esportiva.
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A cada ano, evoluímos o investimento na modalidade de acordo com a nossa condição financeira. Neste ano, alcançamos a formalização do vínculo com as atletas por meio da assinatura da carteira de trabalho, garantindo-lhes todos os direitos de um contrato profissional. Este momento marca o início de uma nova era para o futebol feminino do Fluminense, um caminho que, vale lembrar, vem sendo pavimentado há bastante tempo” – afirmou Storck.
A condutora da modalidade também falou sobre a manutenção do elenco e enfatizou a importância das novas contratações de jogadoras experientes, como a goleira Kemelli, a meia-atacante Sochor e a atacente Bruna Pelé.
As contratações para a temporada de 2026 foram pontuais e estratégicas, com o objetivo de qualificar o elenco e repor saídas naturais de fim de ciclo. Este ano, inclusive, mantivemos a maior parte do elenco da temporada anterior, com apenas sete novas atletas, um número bem menor de movimentações em comparação aos anos passados. O clube trabalha para fortalecer a modalidade com responsabilidade financeira, buscando parceiros, patrocínios e projetos incentivados específicos para o futebol feminino” – disse Amanda.
Por fim, Storck ressaltou que o Flu trabalha fortemente para conseguir mais investimentos e tornar o futebol feminino autossustentável futuramente.
A crescente visibilidade da modalidade, impulsionada por mais transmissões e pela Copa do Mundo no Brasil, tem atraído mais marcas interessadas. Estamos trabalhando intensamente para captar cada vez mais investimentos próprios para o departamento, que ainda não é autossustentável, mas caminhamos para que, em breve, se torne” – frisou a gerente.
O Time de Guerreiras já se prepara para disputar a Série A do Campeonato Brasileiro em 2026. Jogando o torneio pela terceira vez consecutiva, o Fluminense faz sua estreia contra o Vitória, no próximo sábado (14).
