Fábio assume protagonismo no Fluminense, minimiza erro de Renê e explica defesa decisiva

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Em uma partida repleta de armadilhas para o Fluminense, Fábio despontou como o grande salvador no instante mais crítico perante o adversário cruzmaltino. O experiente goleiro defendeu uma penalidade máxima, reanimando o Tricolor no jogo, em um momento em que o adversário vencia pelo placar mínimo e um segundo gol ali traria dificuldades imensas ao Tricolor.

Com a vaga assegurada na finalíssima do Campeonato Carioca, o dono da camisa 1 comentou sobre o pênalti perdido por Renê, no início do jogo e enalteceu  a capacidade técnica do lateral:

— Tinha visto nos treinamentos e também quando teve a oportunidade de bater em jogos ou alguma decisão de pênalti. O Renê sempre tem muita qualidade e isso daí pra nós (goleiros) dificulta. O cara que vem olhando muito. Porque a gente tenta induzir ao máximo, mas a gente sempre tem que sair depois da batida, né? Se a gente sai muito antes, um cara que tem essa facilidade consegue inverter o canto. Mais ou menos como o Ganso fez ali.

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Posteriormente à chance desperdiçada, o oponente cresceu de produção e encurralou o Tricolor ao longo de quase todo o primeiro tempo, chegando ao gol aos 35 minutos através. Contudo, com o enopate e classificação, Fábio compreende que o sufoco servirá como uma valiosa lição para o aprimoramento do plantel no decorrer da jornada anual, que ainda reserva disputas importantíssimas no Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil e na cobiçada Copa Libertadores.

— E tinha que acontecer, a gente começou bem, tivemos essa oportunidade de fazer a cobrança e dar uma tranquilidade, mas tudo tem um propósito. E isso serviu pra que a gente possa olhar o que é necessário pra corrigir a forma de atuar, né, nesses jogos decisivos, principalmente que cada vez mais agora, vai afunilando mais nos jogos tanto com o Brasileiro, daqui a pouco vai começar a Copa do Brasil, vai começar a Libertadores. Então a gente tem que usar isso que às vezes não deu certo, pra que a gente possa evoluir pra próxima partida, né? Mas o Renê é um dos melhores batedores aí que eu já tive a oportunidade de trabalhar junto e até de jogar contra — completou o goleiro.

A respeito da sua intervenção magistral no tiro livre batido por Brenner, o veterano detalhou como funciona sua rotina de análise preparatória e a complexa tomada de decisão para pular no canto correto.

— É sempre difícil, né, a cobrança de pênalti, porque às vezes o pessoal acha que isso vai ser estudo adversário, mas o que tem ali no estudo são várias situações, vários anos de cobrança de cada jogador. Então você tenta memorizar alguma coisa e geralmente tem pênalti na direita, na esquerda, no alto, no meio. Então, aparentemente, parece que o estudo vai resolver tudo, entendeu? Por isso que eu sempre dou uma olhada em algumas coisas, assim, para dar uma relembrada.

Graças ao marcador igualado em 1 a 1, o Tricolor triunfou no placar agregado (anotando 2 a 1) e agora aguarda o ganhador do confronto entre Flamengo e Madureira, que medirão forças nesta segunda-feira (2), no Maracanã. O rival rubro-negro superou o embate de ida por 3 a 0 e larga na frente para alcançar a almejada decisão estadual.


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